Fisioterapia Domiciliar para Concussão (tontura pós-trauma)

A concussão é uma forma de traumatismo craniano leve, causada por uma batida na cabeça ou por um movimento brusco que sacode o cérebro dentro do crânio, como em quedas, acidentes de carro, esportes de contato e agressões. Mesmo sem fratura e com exames de imagem normais, a concussão pode alterar temporariamente o funcionamento do cérebro e provocar tontura, dor de cabeça, desequilíbrio, visão embaçada, sensibilidade à luz e ao barulho, dificuldade de concentração, cansaço e alterações do sono e do humor.
Eu sou o Dr. Moacir Rodolfo Muruci (CREFITO-2 16.513-F), fisioterapeuta especializado em reabilitação vestibular, com 30 anos de atendimento domiciliar. Nesta página, explico por que a tontura é tão comum depois de uma concussão, quais sinais exigem atendimento de urgência, como é a avaliação, quais exercícios e cuidados têm a melhor evidência para o retorno gradual às atividades e como funciona a fisioterapia domiciliar para quem convive com tontura pós-trauma.
Resumo rápido
- A concussão pode afetar o sistema vestibular, o controle dos olhos, o pescoço e a forma como o cérebro processa as informações de equilíbrio.
- A maioria das pessoas melhora nas primeiras semanas, mas uma parte mantém sintomas por mais tempo.
- Repouso absoluto prolongado não é recomendado: depois de um a dois dias de repouso relativo, a volta gradual às atividades costuma ajudar.
- Reabilitação vestibular, exercícios para o pescoço, treino dos movimentos dos olhos e exercício aeróbico gradual têm evidência a favor.
- Piora da dor de cabeça, vômitos repetidos, sonolência, confusão, convulsão, fraqueza ou fala alterada exigem ligar 192 imediatamente.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação individual. Em situações de urgência, ligue 192 (SAMU).
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O que é a concussão

Na concussão, a aceleração e a desaceleração bruscas da cabeça geram forças que esticam e comprimem as fibras nervosas e alteram, por alguns dias ou semanas, o metabolismo das células do cérebro. Não há necessariamente perda de consciência: a maioria das concussões acontece sem desmaio. Os exames de imagem, como tomografia e ressonância, costumam ser normais, porque a alteração é principalmente funcional.
O diagnóstico é clínico, feito pelo médico com base no mecanismo do trauma, nos sintomas e no exame neurológico. Quando há sinais de gravidade, a tomografia é solicitada para afastar sangramentos e fraturas.
Por que a tontura é tão comum
A tontura e o desequilíbrio estão entre os sintomas mais frequentes após uma concussão. Eles podem ter várias origens, que muitas vezes se somam na mesma pessoa:
- VPPB pós-traumática: o impacto pode deslocar os cristais do labirinto, causando vertigem curta ao deitar, levantar ou virar na cama.
- Alteração do reflexo vestíbulo-ocular, com tontura e visão borrada ao mover a cabeça.
- Alterações dos movimentos dos olhos, como dificuldade de convergência e de acompanhar alvos.
- Componente cervical, já que o pescoço quase sempre sofre junto no trauma.
- Alteração do processamento central das informações de equilíbrio.
- Intolerância ao esforço, com tontura e dor de cabeça ao fazer atividade física.
- Migrânea pós-traumática, com crises de dor e tontura.
Causas e situações mais comuns
- Quedas, principalmente em idosos e crianças.
- Acidentes de carro, moto e bicicleta, com ou sem batida direta da cabeça, como na lesão em chicote. Veja fisioterapia domiciliar para tontura cervicogênica.
- Esportes de contato, como futebol, lutas, rúgbi e basquete.
- Batidas na cabeça em ambiente doméstico ou de trabalho.
- Agressões.
- Explosões, em contextos militares.
Idosos que usam anticoagulantes ou antiagregantes, como alguns remédios para o coração, têm maior risco de sangramento após uma batida na cabeça, mesmo leve, e precisam de avaliação médica no mesmo dia.
Sintomas e impacto no dia a dia

Sintomas físicos
- Dor de cabeça.
- Tontura, vertigem e desequilíbrio.
- Náusea.
- Visão embaçada ou dupla, dificuldade para ler.
- Sensibilidade à luz e ao barulho.
- Dor e rigidez no pescoço.
- Cansaço.
Sintomas cognitivos e emocionais
- Dificuldade de concentração e de memória.
- Sensação de cabeça "pesada" ou "nublada".
- Lentidão para pensar.
- Irritabilidade, ansiedade e tristeza.
- Alterações do sono.
No dia a dia, esses sintomas atrapalham o trabalho, o estudo, a leitura, o uso de telas, a direção, os esportes e a convivência em ambientes barulhentos ou com muito movimento visual, como supermercados e shoppings.
Sinais de alerta: quando procurar o médico
Ligue 192 (SAMU) ou procure o pronto-socorro imediatamente se houver, após uma batida na cabeça:
- Dor de cabeça que piora progressivamente.
- Vômitos repetidos.
- Sonolência excessiva, dificuldade para acordar ou confusão mental.
- Convulsão.
- Fraqueza, dormência ou formigamento em braços ou pernas.
- Fala enrolada, visão dupla ou pupilas de tamanhos diferentes.
- Perda de consciência, mesmo breve.
- Saída de líquido claro ou sangue pelo nariz ou ouvido.
- Agitação, comportamento estranho ou dificuldade para reconhecer pessoas e lugares.
- Dor intensa no pescoço ou fraqueza ao mover o pescoço.
Procure avaliação médica no mesmo dia se houver:
- Trauma em pessoa idosa ou em uso de anticoagulante.
- Trauma em criança pequena.
- Uso de álcool ou drogas antes do trauma, que dificulta a avaliação.
- Qualquer dúvida sobre a gravidade do trauma.
Procure reavaliação médica se:
- Os sintomas não melhoram ou pioram depois de alguns dias.
- Surge perda auditiva ou zumbido.
- Os sintomas persistem por mais de quatro semanas.
Repouso e volta gradual às atividades

Por muitos anos, a orientação era manter repouso absoluto, em quarto escuro, até os sintomas desaparecerem. Hoje, as diretrizes internacionais, como o consenso do Grupo de Concussão no Esporte, recomendam outro caminho:
- Primeiras 24 a 48 horas: repouso relativo, com atividades leves do dia a dia, sem esforço intenso e com redução do tempo de tela.
- Depois disso: retomar aos poucos as atividades, mantendo os sintomas em nível leve, sem piora importante.
- Exercício aeróbico leve, como caminhada, pode ser iniciado cedo, desde que não piore muito os sintomas.
- Retorno ao trabalho e ao estudo com ajustes temporários, como pausas, redução de carga e menos tempo de tela.
- Retorno ao esporte de contato apenas após liberação médica e seguindo etapas progressivas.
Uma regra prática usada em muitas diretrizes é que um aumento leve dos sintomas durante a atividade é aceitável, desde que volte ao nível anterior em pouco tempo. Se os sintomas pioram muito ou demoram a passar, a intensidade é reduzida.
Síndrome pós-concussão e sintomas persistentes
A maioria das pessoas melhora em poucas semanas. Uma parte, no entanto, mantém sintomas por mais de quatro semanas, situação chamada de sintomas persistentes após concussão. Fatores como histórico de enxaqueca, ansiedade, depressão, concussões anteriores, sintomas muito intensos nos primeiros dias e repouso prolongado estão associados a uma recuperação mais lenta.
Nesses casos, uma avaliação detalhada identifica quais sistemas estão contribuindo, como vestibular, ocular, cervical, intolerância ao esforço, sono, dor de cabeça e humor, e o tratamento é direcionado a cada um deles, muitas vezes com uma equipe que inclui médico, fisioterapeuta, psicólogo e, em alguns casos, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo.
Avaliação fisioterapêutica em casa

- Entrevista: mecanismo do trauma, data, exames, sintomas, evolução, concussões anteriores, sono, trabalho, estudo e objetivos.
- Questionários de sintomas, repetidos ao longo do tratamento.
- Triagem de sinais de alerta neurológicos e cervicais.
- Testes posicionais, como Dix-Hallpike e teste de rolamento, para investigar VPPB pós-traumática.
- Avaliação dos movimentos dos olhos: perseguição, sacadas, convergência e reflexo vestíbulo-ocular, como no rastreio VOMS.
- Avaliação cervical: amplitude, dor, reposicionamento da cabeça e músculos profundos.
- Equilíbrio e marcha, inclusive com tarefas duplas, como caminhar falando ou contando.
- Tolerância ao esforço, com teste de caminhada ou bicicleta progressiva, quando liberado pelo médico.
- Ambiente e rotina: iluminação, telas, ruído e organização do dia.
A avaliação em casa permite observar como os sintomas aparecem nas atividades reais, como ler, cozinhar, subir escadas, organizar a casa e usar o computador, e montar um plano que se encaixe na rotina.
Objetivos do tratamento
- Reduzir a tontura, o desequilíbrio e a dor de cabeça.
- Tratar a VPPB, quando presente.
- Melhorar a estabilidade do olhar e os movimentos dos olhos.
- Reduzir a dor e a rigidez do pescoço.
- Melhorar a tolerância ao esforço físico.
- Retomar de forma gradual o trabalho, o estudo, a direção e o esporte.
- Reduzir a ansiedade e o medo de piorar os sintomas.
A evolução depende da intensidade do trauma, dos sistemas afetados, de concussões anteriores, de outras condições de saúde e da adesão ao programa. Não há prazo ou resultado garantido, e o plano é ajustado nas reavaliações.
Técnicas usadas na fisioterapia
- Manobras de reposicionamento, como Epley e Lempert, na VPPB pós-traumática.
- Exercícios de estabilização do olhar, para o reflexo vestíbulo-ocular.
- Treino dos movimentos dos olhos: convergência, perseguição e sacadas.
- Exercícios de habituação a movimentos e ambientes que provocam tontura.
- Treino de equilíbrio e marcha, com tarefas duplas.
- Terapia manual e exercícios cervicais, quando há componente do pescoço.
- Exercício aeróbico submáximo progressivo, abaixo do limiar que provoca piora dos sintomas.
- Educação sobre a concussão, a recuperação esperada e o manejo da rotina.
Exercícios típicos após concussão
- Estabilização do olhar: fixar uma letra à frente enquanto move a cabeça devagar de um lado para o outro e de cima para baixo.
- Convergência: aproximar devagar uma caneta do nariz, mantendo a ponta nítida, e afastar.
- Perseguição: acompanhar com os olhos uma caneta que se move devagar, sem mexer a cabeça.
- Sacadas: alternar o olhar entre dois alvos na parede.
- Equilíbrio com os pés juntos, um à frente do outro e sobre almofada.
- Marcha virando a cabeça e mudando de direção.
- Marcha com tarefa dupla, como contar de trás para frente ou falar nomes de frutas.
- Exercícios de controle cervical e reposicionamento da cabeça.
- Caminhada ou bicicleta ergométrica, com intensidade definida a partir do teste de esforço.
A regra é manter a piora dos sintomas leve e passageira. Os exercícios são curtos, feitos várias vezes ao dia, e progridem conforme a tolerância.
Exercício aeróbico e intolerância ao esforço
Muitas pessoas, após uma concussão, sentem piora da dor de cabeça e da tontura ao fazer esforço. Estudos de Leddy e colaboradores mostraram que um programa de exercício aeróbico submáximo, com intensidade abaixo daquela que provoca piora dos sintomas, ajuda a recuperar a tolerância ao esforço e pode acelerar a melhora em adolescentes e adultos. A intensidade é definida por um teste progressivo e ajustada com a frequência cardíaca e os sintomas, com liberação médica.
Visão, telas e leitura
Dificuldade para ler, cansaço visual e tontura diante de telas são queixas comuns. Algumas medidas ajudam durante a recuperação:
- Reduzir o brilho e aumentar o tamanho da letra nas telas.
- Fazer pausas curtas a cada 15 a 20 minutos de leitura ou tela.
- Evitar rolar a tela rapidamente e vídeos com muito movimento no início.
- Aumentar o tempo de leitura e de tela aos poucos.
- Procurar avaliação oftalmológica quando há visão dupla persistente.
Pescoço e dor de cabeça
O mesmo movimento brusco que causa a concussão costuma afetar o pescoço. A dor cervical pode contribuir para a dor de cabeça e para a tontura. Exercícios dos músculos profundos do pescoço, terapia manual suave e treino de reposicionamento da cabeça fazem parte do tratamento quando há esse componente. A dor de cabeça persistente também precisa de avaliação médica, porque remédios analgésicos usados com muita frequência podem manter a dor.
Sono, humor e rotina
- Manter horários regulares para dormir e acordar.
- Evitar telas e cafeína à noite.
- Organizar o dia com atividades intercaladas com pausas.
- Retomar o contato social aos poucos.
- Procurar acompanhamento psicológico quando há ansiedade, tristeza ou medo intensos.
Ansiedade e preocupação com a recuperação são frequentes e podem aumentar os sintomas. Explicar o que está acontecendo e mostrar a evolução com dados ajuda a reduzir esse ciclo.
Retorno ao trabalho, ao estudo e ao volante
O retorno ao trabalho e ao estudo é feito em etapas, com ajustes como meio período, pausas, ambientes mais silenciosos e prazos flexíveis. A direção só é retomada quando a tontura, a visão, a atenção e o tempo de reação estiverem adequados, e a decisão precisa ser discutida com o médico. No esporte, o retorno segue etapas progressivas e exige liberação médica antes do contato.
Concussão em idosos
Em idosos, a concussão costuma acontecer em quedas. Além do risco maior de sangramento, especialmente com anticoagulantes, a tontura e o desequilíbrio após o trauma aumentam o risco de novas quedas. A reabilitação em casa combina tratamento da tontura, fortalecimento, equilíbrio e adaptações do ambiente. Veja prevenção de quedas em idosos e queda do idoso: o que fazer.
Concussão em crianças e adolescentes
Crianças e adolescentes são acompanhados pelo pediatra e retornam à escola antes do retorno ao esporte, com ajustes temporários na carga de estudo. O retorno ao esporte de contato só acontece após a volta completa às aulas sem sintomas e com liberação médica.
O que dizem os estudos
O consenso internacional sobre concussão no esporte, publicado em 2023 por Patricios e colaboradores no British Journal of Sports Medicine, recomenda evitar repouso absoluto prolongado, iniciar exercício aeróbico leve precoce e indicar reabilitação vestibular e cervical quando há tontura, desequilíbrio ou dor cervical persistentes. A revisão sistemática de Schneider e colaboradores e o ensaio clínico randomizado do mesmo grupo, de 2014, mostraram que a combinação de terapia cervical e reabilitação vestibular aumentou a proporção de pessoas liberadas para o esporte em oito semanas. Estudos de Leddy e colaboradores, de 2019, mostraram benefício do exercício aeróbico submáximo em adolescentes após concussão.
Mitos e verdades
"Depois de uma concussão, é preciso ficar no escuro até os sintomas passarem." Mito. O repouso relativo é breve, seguido de retorno gradual às atividades.
"Se a tomografia está normal, não houve concussão." Mito. A concussão é uma alteração funcional e costuma ter exames normais.
"A tontura pós-trauma pode ser VPPB." Verdade. E responde bem às manobras de reposicionamento.
"Dor de cabeça que piora com vômitos após batida na cabeça é urgência." Verdade. Ligue 192.
Fisioterapia domiciliar e fisioterapia em casa
A fisioterapia domiciliar leva avaliação, tratamento e orientação até a residência do paciente. Para quem convive com concussão e tontura pós-trauma, a fisioterapia em casa evita deslocamentos que podem ser cansativos, dolorosos ou arriscados e permite que o tratamento aconteça no ambiente real da rotina.
No caso de concussão e tontura pós-trauma, o atendimento em casa permite observar quais movimentos, posições e ambientes da residência provocam a tontura ou o desequilíbrio, treinar o equilíbrio em situações reais, como virar no corredor ou olhar para cima no armário, e reduzir o risco de quedas.
- Avaliação completa na residência, com testes que são repetidos ao longo do tratamento.
- Plano individual, com metas funcionais combinadas com o paciente e a família.
- Exercícios adaptados aos móveis e ao espaço disponível.
- Orientação de adaptações simples na casa, quando necessárias.
- Reavaliações periódicas para ajustar o plano.
A fisioterapia em domicílio segue as mesmas bases científicas do atendimento em clínica. O que muda é o cenário, e para muitas pessoas esse cenário favorece a regularidade e a transferência dos ganhos para o dia a dia.
Não é preciso ter uma casa grande nem equipamentos especiais. Um pequeno espaço livre, uma cadeira firme, uma parede, um degrau ou a própria escada do prédio já permitem um programa completo. Os materiais portáteis são levados pelo fisioterapeuta, e as orientações são adaptadas à rotina, aos horários e ao apoio disponível em cada casa.
Fisioterapeuta domiciliar e fisioterapeuta em domicílio
O fisioterapeuta domiciliar é o profissional com registro ativo no CREFITO que realiza o atendimento na casa do paciente. O fisioterapeuta em domicílio leva os materiais de avaliação e de tratamento necessários, como aparelho de pressão, oxímetro, faixas elásticas e recursos portáteis, e usa a própria casa como parte do treino.
- Faz a avaliação e o diagnóstico cinético-funcional.
- Define metas e técnicas com base em evidências.
- Ensina, corrige e progride os exercícios.
- Orienta a família e o cuidador.
- Identifica sinais de alerta e encaminha ao médico quando necessário.
- Comunica-se com a equipe médica, com o conhecimento do paciente.
O atendimento é coordenado pelo Dr. Moacir Rodolfo Muruci (CREFITO-2 16.513-F), fisioterapeuta com 30 anos de atendimento domiciliar, com equipe em diferentes regiões do Brasil.
Fisioterapia particular com fisioterapeuta particular
Na fisioterapia particular, o paciente ou a família contrata diretamente o atendimento, com horários combinados e atenção individual durante toda a sessão. O fisioterapeuta particular dedica a sessão a um único paciente, o que permite ajustar a intensidade, corrigir a execução dos exercícios e acompanhar de perto a evolução.
Planos de saúde podem cobrir parte dos atendimentos, conforme o contrato, e alguns permitem reembolso. Vale verificar antes a documentação exigida, como pedido médico e relatórios.
O número de sessões e a frequência não são definidos antes da avaliação. Eles dependem da gravidade, do tempo de evolução, da idade, de outras doenças, dos objetivos e da regularidade nos exercícios, e são revistos nas reavaliações.
Fisioterapeuta em casa e acompanhamento online
Além do fisioterapeuta em casa, parte do acompanhamento pode ser feita por teleconsulta e telemonitoramento, regulamentados pela Resolução COFFITO nº 516, de 2020. Para concussão e tontura pós-trauma, a telerreabilitação vestibular funciona bem para orientar e progredir os exercícios de adaptação, habituação e equilíbrio, depois da avaliação adequada.
- A avaliação inicial costuma ser presencial.
- As sessões online servem para orientar, corrigir e progredir os exercícios entre as visitas.
- Não substituem técnicas manuais nem situações que exigem a presença do fisioterapeuta.
- Em pessoas com risco de queda, um familiar precisa estar presente.
Como a evolução é acompanhada
A evolução é medida com os mesmos testes da avaliação inicial, repetidos periodicamente, e com metas funcionais combinadas com o paciente: atividades concretas da rotina que ficaram difíceis por causa de concussão e tontura pós-trauma. A comparação mostra, com dados, o que mudou.
- Testes de movimento, força, equilíbrio ou respiração, conforme o caso.
- Escalas de dor, de sintomas e de capacidade funcional.
- Registro das atividades retomadas e das dificuldades que persistem.
- Revisão da adesão ao programa de casa.
Com base nas reavaliações, o plano é mantido, ajustado ou encerrado. Quando a evolução não acontece como esperado, o fisioterapeuta revisa a estratégia, investiga fatores que podem estar atrapalhando, como sono, outras doenças e sobrecarga, e orienta nova avaliação médica quando necessário. Dias melhores e piores fazem parte do processo; o que importa é a tendência ao longo das semanas.
O papel da família e do cuidador
A família e o cuidador ajudam a manter a regularidade dos exercícios, a segurança nas atividades e a comunicação com a equipe. Na fisioterapia em casa, eles podem acompanhar parte das sessões e aprender como ajudar sem fazer pela pessoa aquilo que ela consegue fazer sozinha.
- Incentivar e acompanhar o programa de exercícios.
- Observar e informar mudanças, quedas, dores novas ou sinais de alerta.
- Manter o ambiente organizado e seguro.
- Cuidar também da própria saúde, com pausas e orientação de postura nos cuidados.
Como se preparar para a avaliação em casa
Alguns cuidados simples tornam a primeira visita mais produtiva e segura.
- Separe exames de imagem, laudos, relatórios médicos e a lista atualizada de remédios.
- Anote quando os sintomas começaram, o que piora, o que alivia e quais atividades ficaram difíceis.
- Use roupa confortável, que permita movimentar o corpo e observar a região avaliada.
- Deixe livre um espaço de cerca de dois por dois metros, com uma cadeira firme por perto.
- Se possível, peça a um familiar ou cuidador que acompanhe a avaliação.
- Prepare suas dúvidas e objetivos: o que você mais quer voltar a fazer.
Ao final da avaliação, o fisioterapeuta explica o que encontrou, combina as metas, sugere a frequência inicial das visitas, entrega as primeiras orientações e marca a data da primeira reavaliação.
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Perguntas frequentes
O que é concussão?
É um traumatismo craniano leve, causado por batida ou movimento brusco da cabeça, que altera temporariamente o funcionamento do cérebro.
Por que a concussão causa tontura?
Porque pode afetar o labirinto, como na VPPB, o controle dos olhos, o pescoço e o processamento das informações de equilíbrio.
Quanto tempo dura a tontura após concussão?
A maioria melhora em poucas semanas, mas parte das pessoas mantém sintomas por mais tempo. A evolução é individual e não há prazo garantido.
Preciso ficar de repouso absoluto?
Não. Depois de um a dois dias de repouso relativo, as diretrizes recomendam retomar as atividades aos poucos, mantendo os sintomas leves.
Fisioterapia ajuda na concussão?
Sim. Reabilitação vestibular, exercícios cervicais, treino dos olhos e exercício aeróbico gradual têm evidência a favor.
O que é síndrome pós-concussão?
É a persistência de sintomas, como tontura, dor de cabeça e dificuldade de concentração, por mais de quatro semanas após o trauma.
Quando a batida na cabeça é emergência?
Com dor de cabeça que piora, vômitos repetidos, sonolência, confusão, convulsão, fraqueza ou fala alterada. Ligue 192.
Posso fazer exercício físico após concussão?
Exercício aeróbico leve pode começar cedo, abaixo do nível que piora os sintomas, com liberação médica. Esporte de contato exige liberação.
Idoso que bateu a cabeça precisa ir ao médico?
Sim, no mesmo dia, principalmente se usa anticoagulante, porque o risco de sangramento é maior.
Como funciona a fisioterapia domiciliar para concussão e tontura pós-trauma?
O fisioterapeuta domiciliar faz uma avaliação completa na residência, define metas com o paciente e a família, realiza as sessões em casa com exercícios e técnicas indicadas e repete os testes periodicamente para ajustar o plano.
A fisioterapia em casa é tão eficaz quanto na clínica?
Na maioria dos casos, sim. Exercícios, treino funcional e grande parte das técnicas podem ser feitos em casa, com a vantagem de treinar no ambiente real. Quando um equipamento de grande porte é indispensável, o fisioterapeuta orienta a melhor alternativa.
Parte do tratamento pode ser online?
Pode, quando indicado. A teleconsulta e o telemonitoramento são regulamentados pelo COFFITO desde 2020 e servem para orientar e progredir os exercícios entre as visitas presenciais.
Referências consultadas
- Patricios JS, et al. Consensus statement on concussion in sport: the 6th International Conference on Concussion in Sport, Amsterdam, October 2022. British Journal of Sports Medicine, 2023.
- Schneider KJ, et al. Cervicovestibular rehabilitation in sport-related concussion: a randomised controlled trial. British Journal of Sports Medicine, 2014.
- Leddy JJ, et al. Early subthreshold aerobic exercise for sport-related concussion: a randomized clinical trial. JAMA Pediatrics, 2019.
- Quatman-Yates CC, et al. Physical therapy evaluation and treatment after concussion/mild traumatic brain injury: clinical practice guidelines. Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy, 2020.
- Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO). Resolução nº 516, de 2020. Teleconsulta, telemonitoramento e teleconsultoria.
- Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO). Resolução nº 424, de 2013. Código de Ética e Deontologia da Fisioterapia.
Como agendar a avaliação em casa
Atendimento com fisioterapia domiciliar, fisioterapia em casa, fisioterapia em domicílio e fisioterapia particular, realizado por fisioterapeuta domiciliar, fisioterapeuta em casa, fisioterapeuta em domicílio e fisioterapeuta particular, com abrangência nacional.
Especialidades atendidas pela equipe: fisioterapia neurológica, vestibular, traumato-ortopédica, respiratória, reumatológica, oncológica, cardiovascular, geriátrica, pélvica e pediátrica.
- Entre em contato pelo WhatsApp e conte o que está acontecendo.
- Responda às perguntas da triagem, que verificam se há sinais que exigem avaliação médica antes.
- Combine o dia e o horário da avaliação em casa.
- Separe exames, laudos, relatórios e a lista de remédios.
- Receba o plano inicial e as primeiras orientações.
📲 Agendar avaliação em casa pelo WhatsApp
Atendimento em casa com abrangência nacional e acompanhamento online quando indicado.
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Conteúdo escrito e revisado clinicamente por Dr. Moacir Rodolfo Muruci, fisioterapeuta (CREFITO-2 16.513-F), com 30 anos de atendimento domiciliar. Este texto é informativo e não substitui consulta médica ou fisioterapêutica individual.

