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Fisioterapia Domiciliar para Espondiloartrose

Fisioterapia Domiciliar para Espondiloartrose — Dr. Moacir Rodolfo Muruci

A espondiloartrose é a artrose da coluna vertebral: o desgaste progressivo das articulações entre as vértebras, dos discos e das bordas ósseas, com formação de bicos de papagaio, os osteófitos. É uma das expressões mais comuns em laudos de radiografia e ressonância de pessoas acima dos 50 anos, e pode afetar a coluna cervical, torácica ou lombar.

Eu sou o Dr. Moacir Rodolfo Muruci (CREFITO-2 16.513-F), fisioterapeuta com 30 anos de atendimento domiciliar. Nesta página, explico o que é a espondiloartrose, por que nem sempre ela causa dor, quais sintomas e sinais de alerta observar, como a fisioterapia trata e como funciona a fisioterapia domiciliar para quem convive com artrose na coluna.

Resumo rápido

  • Alterações de espondiloartrose aparecem em grande parte dos exames de pessoas mais velhas, inclusive sem dor.
  • Quando há sintomas, os mais comuns são dor, rigidez matinal e dificuldade para ficar muito tempo na mesma posição.
  • Em alguns casos, os osteófitos e o espessamento das articulações estreitam o espaço dos nervos e causam dor irradiada.
  • O tratamento é baseado em exercício regular, educação, controle de peso e adaptação das atividades.
  • Fraqueza progressiva, perda do controle da urina ou desequilíbrio exigem avaliação médica.

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação individual. Em situações de urgência, ligue 192 (SAMU).

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O que é espondiloartrose

Fisioterapia domiciliar para espondiloartrose: avaliação em casa

Cada segmento da coluna tem um disco entre os corpos das vértebras e duas pequenas articulações na parte de trás, chamadas facetárias ou zigapofisárias. Na espondiloartrose, essas estruturas passam por um processo de degeneração semelhante ao da artrose do joelho ou do quadril: a cartilagem das articulações facetárias se desgasta, o disco perde altura e hidratação, e o osso reage formando osteófitos nas bordas das vértebras.

O termo engloba alguns achados frequentes nos laudos:

  • Osteófitos, popularmente chamados de bicos de papagaio.
  • Artrose facetária, o desgaste das articulações posteriores.
  • Redução do espaço discal e desidratação dos discos.
  • Esclerose das placas vertebrais, um endurecimento do osso próximo ao disco.
  • Estreitamento dos forames ou do canal, em casos mais avançados.

A espondiloartrose faz parte do envelhecimento da coluna e não significa, por si só, que a pessoa vai ter dor ou limitação. O que define o impacto é a combinação entre os achados de imagem, os sintomas, a força muscular, o condicionamento, o peso corporal e o estilo de vida.

Uma comparação útil: assim como os cabelos ficam brancos com o tempo, as articulações da coluna também mostram sinais de uso. Muitas pessoas com exames "cheios de alterações" têm pouca dor, e outras com alterações leves sentem bastante. O tratamento é guiado pela clínica, e não apenas pelo laudo.

Causas e fatores de risco

  • Idade: é o principal fator. Alterações degenerativas aumentam progressivamente a partir dos 40 anos.
  • Genética: influencia a qualidade da cartilagem e dos discos.
  • Sobrepeso e obesidade: aumentam a carga sobre a coluna lombar.
  • Sedentarismo: a fraqueza muscular reduz a capacidade de distribuir cargas.
  • Trabalho com esforço físico repetitivo ou com longos períodos em posturas sustentadas.
  • Lesões e cirurgias anteriores na coluna.
  • Alterações da curvatura, como escoliose, que distribuem cargas de forma desigual.
  • Tabagismo: prejudica a nutrição dos discos.

Na revisão de Brinjikji e colaboradores, publicada em 2015, a frequência de degeneração discal em pessoas sem dor passou de cerca de 37% aos 20 anos para mais de 90% aos 80 anos, e a degeneração facetária também aumentou com a idade. Esses números ajudam a entender que encontrar espondiloartrose em um exame é esperado com o envelhecimento.

Os fatores modificáveis, como peso, força, condicionamento e hábitos, são justamente os que o tratamento procura melhorar.

Sintomas da espondiloartrose

Fisioterapia em casa para espondiloartrose: exercícios orientados

  • Dor na coluna lombar, cervical ou torácica, de intensidade variável.
  • Rigidez matinal, que costuma melhorar depois de alguns minutos de movimento.
  • Dor ao ficar muito tempo na mesma posição, de pé ou sentado.
  • Dor ao inclinar o tronco para trás ou girar, quando há envolvimento das articulações facetárias.
  • Crepitação, uma sensação de estalos ao movimentar o pescoço.
  • Dor irradiada para nádegas e pernas, ou para ombros e braços, quando há estreitamento dos forames.
  • Dor e peso nas pernas ao caminhar, que melhoram ao sentar, quando há estenose do canal lombar associada.

Os sintomas costumam ter períodos de piora, as crises, alternados com períodos mais tranquilos. Frio, inatividade prolongada, sobrecarga e noites mal dormidas são gatilhos frequentes de crises.

No dia a dia, a espondiloartrose pode dificultar tarefas como varrer a casa, lavar louça, ficar de pé na fila, dirigir por longos períodos, olhar para trás ao manobrar o carro e levantar da cama pela manhã. Por isso, a avaliação da rotina é tão importante quanto o exame do corpo.

Sinais de alerta: quando procurar o médico

Procure atendimento de emergência imediatamente se houver:

  • Perda do controle da urina ou das fezes, ou dormência na região genital.
  • Fraqueza súbita nas pernas ou nos braços.
  • Dor no peito com falta de ar ou suor frio, que pode ser confundida com dor nas costas: ligue 192 (SAMU).

Procure avaliação médica em breve se houver:

  • Fraqueza progressiva, perda de força nas mãos ou dificuldade com movimentos finos, como abotoar a roupa.
  • Desequilíbrio e alteração da marcha, que podem indicar compressão da medula na coluna cervical.
  • Dor noturna intensa que não muda com a posição.
  • Febre, perda de peso sem explicação ou histórico de câncer.
  • Dor após queda, principalmente com osteoporose.
  • Rigidez matinal que dura mais de uma hora, em pessoas jovens, que pode indicar doença inflamatória da coluna.

A fisioterapia é iniciada ou retomada depois que os sinais de alerta forem avaliados. Veja mais em quando a dor nas costas é preocupante.

Avaliação fisioterapêutica em casa

Fisioterapeuta domiciliar orientando paciente com espondiloartrose

  • Entrevista: padrão da dor, rigidez matinal, posições que pioram e aliviam, distância de caminhada, sono e atividades limitadas.
  • Leitura dos exames em conjunto com a clínica.
  • Postura e curvaturas da coluna.
  • Mobilidade da coluna, do quadril e dos ombros.
  • Força de tronco, glúteos, coxas, escápulas e pescoço.
  • Exame neurológico, quando há dor irradiada ou queixas nas mãos e pernas.
  • Equilíbrio e marcha, especialmente em idosos.
  • Testes funcionais, como levantar e sentar da cadeira, caminhar e subir escadas.
  • Questionários de dor e de incapacidade.

Na casa, observo como a pessoa levanta da cama, a altura da pia e do fogão, o tipo de cadeira e de sofá e a organização dos objetos do dia a dia. Pequenas mudanças, como elevar o assento da cadeira ou reorganizar os armários, reduzem a sobrecarga da coluna.

Objetivos do tratamento

  • Reduzir a dor e a rigidez.
  • Manter e recuperar a mobilidade da coluna.
  • Fortalecer a musculatura do tronco, do quadril e das escápulas.
  • Melhorar o condicionamento e a tolerância às atividades.
  • Aumentar a distância de caminhada, quando há estenose associada.
  • Prevenir quedas, em idosos.
  • Ensinar estratégias para lidar com as crises.
  • Manter a independência e a participação nas atividades sociais e de lazer.

A espondiloartrose é uma condição de longo prazo. O objetivo realista é reduzir o impacto dos sintomas, diminuir a frequência e a intensidade das crises e manter a pessoa ativa. Não há promessa de reverter as alterações do exame, e sim de melhorar a função e a qualidade de vida com um programa consistente.

Técnicas usadas na fisioterapia

Fisioterapia em domicílio para espondiloartrose: acompanhamento da evolução

  • Exercício terapêutico: mobilidade, fortalecimento e resistência, com progressão gradual.
  • Exercício aeróbico: caminhada, bicicleta e exercícios na água, que melhoram a dor e o condicionamento.
  • Educação: explicar o significado do exame, desfazer o medo de "desgastar mais" com o movimento e ensinar o manejo das crises.
  • Terapia manual: mobilizações e técnicas de tecidos moles, como complemento para reduzir dor e rigidez.
  • Calor local, que costuma ajudar na rigidez matinal.
  • Eletroterapia, como o TENS, como recurso complementar nas crises.
  • Treino funcional das atividades de casa e do trabalho.
  • Treino de equilíbrio e prevenção de quedas.
  • Orientação sobre controle de peso e atividade física regular.

Saiba mais sobre recursos para dor em aparelho TENS: funciona para dor? e bolsa térmica quente ou fria.

Exercícios típicos para artrose na coluna

Os exercícios abaixo são exemplos comuns. A escolha e a dose dependem da região afetada, dos sintomas e da avaliação.

Coluna lombar

  • Báscula da pelve deitado.
  • Joelhos ao peito, quando a flexão alivia.
  • Rotação suave dos joelhos para os lados, deitado.
  • Ponte com ativação dos glúteos.
  • Quatro apoios com elevação alternada de braço e perna.
  • Sentar e levantar da cadeira.
  • Bicicleta ergométrica.

Coluna cervical

  • Retração do queixo.
  • Rotações e inclinações em amplitude confortável.
  • Fortalecimento dos flexores profundos do pescoço.
  • Exercícios para as escápulas com faixa elástica.

Rotina da manhã

Para a rigidez matinal, uma rotina curta de mobilidade ainda na cama ou logo ao levantar, associada a um banho morno, costuma ajudar a começar o dia com menos dor.

O movimento não "gasta" mais a coluna: ao contrário, a atividade regular nutre os discos e as articulações e fortalece a musculatura que protege a coluna.

Orientações para o dia a dia

  • Mantenha-se ativo todos os dias, mesmo nos períodos de dor leve.
  • Alterne posições e evite ficar muito tempo parado.
  • Ajuste a altura das superfícies de trabalho na cozinha e no escritório.
  • Use um banquinho para apoiar um pé ao ficar de pé por tempo prolongado.
  • Distribua as tarefas domésticas ao longo do dia e da semana.
  • Cuide do peso corporal.
  • Use calor local nos momentos de rigidez.
  • Durma em colchão confortável e com travesseiro adequado.
  • Nas crises, reduza a intensidade das atividades, mas evite o repouso absoluto.

Uma rotina curta de exercícios para os dias de dor está em alívio de dor nas costas em 5 minutos.

Espondiloartrose e prevenção de quedas

Em idosos, a espondiloartrose frequentemente vem acompanhada de perda de força, alterações do equilíbrio e uso de remédios que causam sonolência. Dor na coluna e rigidez podem alterar a forma de caminhar e aumentar o risco de quedas.

Por isso, o programa de fisioterapia para idosos com artrose na coluna inclui exercícios de equilíbrio e força das pernas, treino de marcha e revisão do ambiente da casa. Veja mais em prevenção de quedas em idosos.

Espondiloartrose cervical: cuidados específicos

Na coluna cervical, a espondiloartrose costuma causar dor no pescoço, rigidez para girar a cabeça, estalos e, às vezes, dor de cabeça que começa na nuca. Quando os osteófitos estreitam os forames, pode surgir dor ou formigamento no ombro, no braço e na mão.

  • Uso do celular e do computador: manter a tela na altura dos olhos reduz a carga sobre o pescoço.
  • Direção: ajustar o encosto de cabeça e usar os espelhos para reduzir rotações extremas.
  • Sono: travesseiro que mantenha o pescoço alinhado com a coluna.
  • Tontura ao girar a cabeça: precisa ser avaliada, porque pode ter outras causas, como problemas do labirinto ou da circulação.

Sinais como perda de destreza nas mãos, desequilíbrio e alteração da marcha podem indicar mielopatia cervical e exigem avaliação médica antes de qualquer exercício mais intenso.

Trabalho, sono e atividades de lazer

A espondiloartrose não impede a maioria das pessoas de trabalhar e de manter atividades de lazer. O que costuma ser necessário é ajustar a forma de fazer.

  • No trabalho sentado, programar pausas ativas a cada 40 a 60 minutos.
  • No trabalho de pé, alternar o apoio dos pés e usar calçado confortável.
  • Em viagens longas, parar para caminhar e alongar.
  • Na jardinagem e nas tarefas domésticas, usar ferramentas com cabo longo e banquinhos, evitando ficar muito tempo curvado.
  • Nas atividades de lazer, preferir práticas regulares e progressivas, como caminhada, hidroginástica, pilates adaptado e dança.

O sono também influencia a dor. Rotina de horários, ambiente escuro e silencioso e um colchão que dê conforto à coluna ajudam a reduzir a rigidez da manhã seguinte.

O que dizem os estudos

Diretrizes para dor lombar, como a do NICE, recomendam exercício e educação como base do tratamento, inclusive em pessoas com alterações degenerativas, com terapia manual como complemento. A revisão da Cochrane de Hayden e colaboradores, de 2021, mostrou que a terapia por exercícios reduz a dor e melhora a função na dor lombar crônica. Revisões sobre dor cervical também apontam benefício de exercícios associados à terapia manual.

A revisão de Brinjikji, de 2015, reforça que alterações degenerativas são muito frequentes em pessoas sem dor, o que sustenta a abordagem de tratar a pessoa, e não a imagem.

Mitos e verdades

"Bico de papagaio causa dor sempre." Mito. Muitas pessoas têm osteófitos sem dor.

"Com artrose na coluna é melhor ficar em repouso." Mito. O movimento regular reduz a dor e a rigidez.

"Exercício na água ajuda." Verdade. A água reduz a carga e costuma facilitar o movimento.

"Desequilíbrio e mãos desajeitadas exigem avaliação." Verdade. Podem indicar compressão da medula cervical.

Fisioterapia domiciliar e fisioterapia em casa

A fisioterapia domiciliar leva avaliação, tratamento e orientação até a residência do paciente. Para quem convive com espondiloartrose, a fisioterapia em casa evita deslocamentos que podem ser cansativos, dolorosos ou arriscados e permite que o tratamento aconteça no ambiente real da rotina.

No caso de espondiloartrose, o atendimento em casa permite treinar exatamente as posições e tarefas que provocam ou agravam os sintomas: sentar e levantar da cadeira, deitar e sair da cama, pegar objetos do chão, ajustar a mesa de trabalho, o travesseiro e a forma de carregar peso.

  • Avaliação completa na residência, com testes que são repetidos ao longo do tratamento.
  • Plano individual, com metas funcionais combinadas com o paciente e a família.
  • Exercícios adaptados aos móveis e ao espaço disponível.
  • Orientação de adaptações simples na casa, quando necessárias.
  • Reavaliações periódicas para ajustar o plano.

A fisioterapia em domicílio segue as mesmas bases científicas do atendimento em clínica. O que muda é o cenário, e para muitas pessoas esse cenário favorece a regularidade e a transferência dos ganhos para o dia a dia.

Fisioterapeuta domiciliar e fisioterapeuta em domicílio

O fisioterapeuta domiciliar é o profissional com registro ativo no CREFITO que realiza o atendimento na casa do paciente. O fisioterapeuta em domicílio leva os materiais de avaliação e de tratamento necessários, como aparelho de pressão, oxímetro, faixas elásticas e recursos portáteis, e usa a própria casa como parte do treino.

  • Faz a avaliação e o diagnóstico cinético-funcional.
  • Define metas e técnicas com base em evidências.
  • Ensina, corrige e progride os exercícios.
  • Orienta a família e o cuidador.
  • Identifica sinais de alerta e encaminha ao médico quando necessário.
  • Comunica-se com a equipe médica, com o conhecimento do paciente.

O atendimento é coordenado pelo Dr. Moacir Rodolfo Muruci (CREFITO-2 16.513-F), fisioterapeuta com 30 anos de atendimento domiciliar, com equipe em diferentes regiões do Brasil.

Fisioterapia particular com fisioterapeuta particular

Na fisioterapia particular, o paciente ou a família contrata diretamente o atendimento, com horários combinados e atenção individual durante toda a sessão. O fisioterapeuta particular dedica a sessão a um único paciente, o que permite ajustar a intensidade, corrigir a execução dos exercícios e acompanhar de perto a evolução.

Planos de saúde podem cobrir parte dos atendimentos, conforme o contrato, e alguns permitem reembolso. Vale verificar antes a documentação exigida, como pedido médico e relatórios.

O número de sessões e a frequência não são definidos antes da avaliação. Eles dependem da gravidade, do tempo de evolução, da idade, de outras doenças, dos objetivos e da regularidade nos exercícios, e são revistos nas reavaliações.

Fisioterapeuta em casa e acompanhamento online

Além do fisioterapeuta em casa, parte do acompanhamento pode ser feita por teleconsulta e telemonitoramento, regulamentados pela Resolução COFFITO nº 516, de 2020. Para espondiloartrose, o acompanhamento online funciona bem para revisar o programa de exercícios, ajustar a ergonomia do trabalho e da casa e acompanhar a evolução entre as visitas.

  • A avaliação inicial costuma ser presencial.
  • As sessões online servem para orientar, corrigir e progredir os exercícios entre as visitas.
  • Não substituem técnicas manuais nem situações que exigem a presença do fisioterapeuta.
  • Em pessoas com risco de queda, um familiar precisa estar presente.

Como a evolução é acompanhada

A evolução é medida com os mesmos testes da avaliação inicial, repetidos periodicamente, e com metas funcionais combinadas com o paciente: atividades concretas da rotina que ficaram difíceis por causa de espondiloartrose. A comparação mostra, com dados, o que mudou.

  • Testes de movimento, força, equilíbrio ou respiração, conforme o caso.
  • Escalas de dor, de sintomas e de capacidade funcional.
  • Registro das atividades retomadas e das dificuldades que persistem.
  • Revisão da adesão ao programa de casa.

Com base nas reavaliações, o plano é mantido, ajustado ou encerrado. Quando a evolução não acontece como esperado, o fisioterapeuta revisa a estratégia, investiga fatores que podem estar atrapalhando, como sono, outras doenças e sobrecarga, e orienta nova avaliação médica quando necessário. Dias melhores e piores fazem parte do processo; o que importa é a tendência ao longo das semanas.

O papel da família e do cuidador

A família e o cuidador ajudam a manter a regularidade dos exercícios, a segurança nas atividades e a comunicação com a equipe. Na fisioterapia em casa, eles podem acompanhar parte das sessões e aprender como ajudar sem fazer pela pessoa aquilo que ela consegue fazer sozinha.

  • Incentivar e acompanhar o programa de exercícios.
  • Observar e informar mudanças, quedas, dores novas ou sinais de alerta.
  • Manter o ambiente organizado e seguro.
  • Cuidar também da própria saúde, com pausas e orientação de postura nos cuidados.

Como se preparar para a avaliação em casa

Alguns cuidados simples tornam a primeira visita mais produtiva e segura.

  • Separe exames de imagem, laudos, relatórios médicos e a lista atualizada de remédios.
  • Anote quando os sintomas começaram, o que piora, o que alivia e quais atividades ficaram difíceis.
  • Use roupa confortável, que permita movimentar o corpo e observar a região avaliada.
  • Deixe livre um espaço de cerca de dois por dois metros, com uma cadeira firme por perto.
  • Se possível, peça a um familiar ou cuidador que acompanhe a avaliação.
  • Prepare suas dúvidas e objetivos: o que você mais quer voltar a fazer.

Ao final da avaliação, o fisioterapeuta explica o que encontrou, combina as metas, sugere a frequência inicial das visitas, entrega as primeiras orientações e marca a data da primeira reavaliação.

Leia também

Perguntas frequentes

O que é espondiloartrose?

É a artrose da coluna, com desgaste das articulações entre as vértebras e dos discos e formação de osteófitos, os bicos de papagaio.

Espondiloartrose tem cura?

As alterações do exame não são revertidas, mas o tratamento pode reduzir a dor, a rigidez e as crises e melhorar a função. A resposta é individual e não há resultado garantido.

Quais são os sintomas da espondiloartrose?

Dor e rigidez na coluna, principalmente pela manhã, dor ao ficar muito tempo na mesma posição e, em alguns casos, dor irradiada para pernas ou braços.

Quais exercícios são indicados para artrose na coluna?

Báscula da pelve, ponte, quatro apoios, retração do queixo, fortalecimento das escápulas, caminhada e bicicleta são exemplos comuns, sempre com orientação.

Espondiloartrose lombar pode causar dor na perna?

Pode, quando há estreitamento dos forames ou do canal, irritando as raízes nervosas.

Exercício piora a artrose da coluna?

Não. O exercício orientado reduz a dor e protege a coluna. O que precisa de ajuste é a dose, principalmente nas crises.

Quando procurar o médico com urgência?

Diante de perda do controle da urina ou das fezes, dormência na região genital, fraqueza súbita ou desequilíbrio progressivo.

Calor ajuda na espondiloartrose?

O calor local costuma aliviar a rigidez e a dor, especialmente pela manhã, como complemento aos exercícios.

Posso fazer hidroginástica com espondiloartrose?

Na maioria dos casos, sim. A água reduz a carga sobre a coluna e facilita o movimento, sendo uma boa opção para manter a atividade física regular.

Espondiloartrose é a mesma coisa que espondilite anquilosante?

Não. A espondiloartrose é degenerativa, ligada ao envelhecimento. A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória, que costuma começar em adultos jovens e precisa de acompanhamento com reumatologista.

Como funciona a fisioterapia domiciliar para espondiloartrose?

O fisioterapeuta domiciliar faz uma avaliação completa na residência, define metas com o paciente e a família, realiza as sessões em casa com exercícios e técnicas indicadas e repete os testes periodicamente para ajustar o plano.

A fisioterapia em casa é tão eficaz quanto na clínica?

Na maioria dos casos, sim. Exercícios, treino funcional e grande parte das técnicas podem ser feitos em casa, com a vantagem de treinar no ambiente real. Quando um equipamento de grande porte é indispensável, o fisioterapeuta orienta a melhor alternativa.

Parte do tratamento pode ser online?

Pode, quando indicado. A teleconsulta e o telemonitoramento são regulamentados pelo COFFITO desde 2020 e servem para orientar e progredir os exercícios entre as visitas presenciais.

Referências consultadas

  • Brinjikji W, et al. Systematic literature review of imaging features of spinal degeneration in asymptomatic populations. American Journal of Neuroradiology, 2015.
  • Hayden JA, et al. Exercise therapy for chronic low back pain. Cochrane Database of Systematic Reviews, 2021.
  • National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Low back pain and sciatica in over 16s: assessment and management (NG59), 2016, atualizada em 2020.
  • Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO). Resolução nº 516, de 2020. Teleconsulta, telemonitoramento e teleconsultoria.
  • Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO). Resolução nº 424, de 2013. Código de Ética e Deontologia da Fisioterapia.

Como agendar a avaliação em casa

Atendimento com fisioterapia domiciliar, fisioterapia em casa, fisioterapia em domicílio e fisioterapia particular, realizado por fisioterapeuta domiciliar, fisioterapeuta em casa, fisioterapeuta em domicílio e fisioterapeuta particular, com abrangência nacional.

Especialidades atendidas pela equipe: fisioterapia neurológica, vestibular, traumato-ortopédica, respiratória, reumatológica, oncológica, cardiovascular, geriátrica, pélvica e pediátrica.

  • Entre em contato pelo WhatsApp e conte o que está acontecendo.
  • Responda às perguntas da triagem, que verificam se há sinais que exigem avaliação médica antes.
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  • Separe exames, laudos, relatórios e a lista de remédios.
  • Receba o plano inicial e as primeiras orientações.

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Conteúdo escrito e revisado clinicamente por Dr. Moacir Rodolfo Muruci, fisioterapeuta (CREFITO-2 16.513-F), com 30 anos de atendimento domiciliar. Este texto é informativo e não substitui consulta médica ou fisioterapêutica individual.

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