Tem um padrão de chegada ao consultório que se repete. O paciente chega com pasta cheia de exames. Ressonância normal. Audiometria normal. Sangue normal. Mesmo assim a vertigem persiste por semanas ou meses. Não é simulação nem "coisa da cabeça". É que vertigem é, na maior parte das vezes, diagnóstico clínico — feito por testes posicionais, exame oculomotor e protocolo HINTS, não por exame de imagem. E essa avaliação especializada não está em laboratório.
Em RJ, atendo regularmente pacientes que passaram por esse percurso longo e frustrante. Uma vez que o diagnóstico funcional é estabelecido — e isso costuma ser possível já na primeira sessão — o protocolo de tratamento se torna direto. Em VPPB, é a Manobra de Epley. Em labirintite ou neurite, é o corticoide nas primeiras setenta e duas horas (com médico) seguido de fisioterapia precoce. Em PPPD, é um programa estruturado de dessensibilização vestibular. Cada caminho leva à melhora; o erro mais comum é misturar tudo. Sou Dr. Moacir Rodolfo Muruci, CREFITO 16513-F.
O sintoma e a causa
Vertigem é sintoma, não diagnóstico. Definir o que está acontecendo exige olhar três variáveis com atenção. Como começa: súbita ou gradual? Quanto dura: segundos, minutos, horas, contínua? O que provoca: mudar de posição da cabeça, ambiente visual complexo, esforço físico, espontânea sem gatilho? A combinação dessas três informações aponta, na maioria dos casos, para o diagnóstico provável já antes do exame físico.
O passo seguinte é o exame físico vestibular específico: testes posicionais como o Dix-Hallpike e o Roll Test, exame oculomotor (perseguição lenta, sacadas, nistagmo), protocolo HINTS. Sem esse exame, o tratamento de vertigem vira tentativa-erro com medicação. Para o paciente em LOC que busca clareza diagnóstica, esse é o caminho que recomendo. A reabilitação vestibular organiza esse processo.
As principais causas da vertigem
Vertigem tem dezenas de causas possíveis, mas algumas são responsáveis pela grande maioria dos casos em consultório vestibular. VPPB lidera, com trinta a cinquenta por cento dos atendimentos. Em seguida vêm labirintite e neurite vestibular (geralmente pós-virais), doença de Ménière (com plenitude aural, zumbido e perda auditiva flutuante), vertigem migranosa (em pacientes com histórico de enxaqueca), PPPD (tontura crônica pós-evento agudo) e presbivestibulo em idosos.
Em minoria pequena mas importante, há vertigem central — por AVC de fossa posterior, esclerose múltipla com lesão em tronco, tumor de fossa posterior. Esses casos exigem avaliação de emergência ou encaminhamento neurológico. O protocolo HINTS executado por profissional treinado diferencia, com alta acurácia, causa central de periférica nas primeiras vinte e quatro horas — superior à tomografia computadorizada nessa janela específica.
O que perguntar antes de tratar
Para conduzir bem um caso de vertigem em RJ, preciso de três informações ao iniciar a consulta. Tempo: quanto dura cada crise — segundos, minutos, horas, contínua sem alívio? Gatilho: o que provoca — mudança de posição, ambiente visual complexo, esforço físico, espontânea sem qualquer aviso? Associação: o que vem junto com a vertigem — zumbido, perda auditiva, cefaleia pulsátil, alteração visual, palpitação cardíaca, sintomas neurológicos focais?
Vertigem de segundos provocada por movimento da cabeça, sem qualquer sintoma associado, é VPPB. Vertigem contínua de dias após virose, com zumbido e perda auditiva unilateral, é labirintite. Vertigem em crises de horas com plenitude aural recorrente é Ménière. Vertigem com cefaleia pulsátil e fotofobia em paciente com histórico familiar de enxaqueca é migrânea vestibular. Vertigem aguda intensa com qualquer sinal neurológico focal é emergência — vai ao pronto-socorro imediatamente.
Balance Cushion 33cm
Disco proprioceptivo para treino domiciliar de equilíbrio em superfície instável controlada.
Estímulo proprioceptivo progressivo do apoio bilateral ao unipodal
Compatível com protocolos clínicos como Cawthorne-Cooksey
Suporta até cento e trinta quilos, indicado para adultos e idosos
Em paciente com vertigem em LOC, o caminho diagnóstico que sigo é estruturado. Anamnese de vinte a trinta minutos, focada em decompor o sintoma. Exame oculomotor completo, com atenção a nistagmo espontâneo, persistente ou de direção mutável (sinal de alarme para causa central). Manobras posicionais bilaterais. Protocolo HINTS quando há vertigem aguda intensa. Avaliação postural — Romberg, Romberg sensibilizado, marcha em tandem, apoio unipodal.
Em vertigens recorrentes, é comum identificar mais de uma causa contribuinte. Em vertigem crônica, frequentemente o PPPD é o componente principal de manutenção, mesmo que a causa inicial tenha sido outra (labirintite, neurite, trauma). Esse reconhecimento muda o tratamento: deixa de ser foco em "achar a doença escondida" e passa a ser programa estruturado de reabilitação vestibular específica para o quadro funcional atual.
Tratamento conforme a causa específica
Não existe tratamento único para vertigem — depende inteiramente da causa identificada na avaliação. VPPB: Manobra de Epley (ou variante por canal afetado), com setenta a noventa por cento de resolução em uma sessão. Labirintite e neurite vestibular: corticoide nas primeiras setenta e duas horas (prescrito pelo médico) combinado com fisioterapia vestibular precoce a partir do terceiro dia. Doença de Ménière: tratamento clínico com dieta de restrição salina, diuréticos, e em casos selecionados betaistina, conforme as crises.
Vertigem migranosa: preventivos da enxaqueca (em diálogo com o neurologista) e fisioterapia vestibular específica. PPPD: programa estruturado de dessensibilização vestibular durante doze a vinte e quatro semanas, com excelente resposta documentada. Antivertiginosos genéricos (cinarizina, flunarizina, betaistina) são pouco eficazes para a maior parte dos quadros vestibulares periféricos quando usados isoladamente — e podem atrapalhar a compensação central se mantidos por períodos prolongados. A reabilitação vestibular aborda o leque completo dessas condições.
Como é o atendimento na prática
Tudo começa com uma avaliação funcional cuidadosa — porque o tratamento certo da vertigem depende inteiramente de identificar a causa específica. Faço anamnese estruturada (tempo, gatilho, sintomas associados), exame oculomotor, manobras posicionais, protocolo HINTS quando indicado, e avaliação postural completa. Em pacientes em RJ, essa avaliação pode ser presencial em domicílio ou por videochamada estruturada para a maioria dos casos.
Definido o diagnóstico, desenho o programa específico para a sua condição e acompanho a evolução de perto. Em duas a três semanas já é possível avaliar se o protocolo está produzindo o efeito esperado, e ajustar quando necessário. O acompanhamento inclui sessões de revisão regulares, programa domiciliar de exercícios diários e suporte por mensagem entre os encontros para apoiar a aderência — que é, segundo a literatura, o principal fator que determina o resultado. O atendimento é integral e personalizado, do diagnóstico à alta.
Evidência científica acumulada
A revisão Cochrane de Hillier e McDonnell (2016), com trinta e nove ensaios clínicos randomizados e dois mil quatrocentos e quarenta e um participantes, demonstrou eficácia consistente da reabilitação vestibular para disfunções vestibulares periféricas — VPPB, labirintite, neurite, presbivestibulo, PPPD. O efeito é moderado a forte, e o perfil de segurança é elevado (eventos adversos raros e geralmente transitórios).
O protocolo HINTS (Head Impulse, Nistagmus, Test of Skew) executado por profissional treinado tem cem por cento de sensibilidade para diferenciar causas periféricas de centrais (AVC de fossa posterior) nas primeiras vinte e quatro horas — superior à própria tomografia computadorizada nessa janela. Esse achado mudou o manejo de urgência da vertigem aguda intensa. Para VPPB especificamente, a Manobra de Epley resolve setenta a noventa por cento dos casos na primeira sessão, com NNT de 1,4 (Cochrane 2019).
Atendimento em RJ: presencial domiciliar ou à distância
Em RJ, ofereço duas modalidades de atendimento que se complementam. Para pacientes na região metropolitana do Rio de Janeiro, o atendimento presencial domiciliar é uma opção — sem necessidade de deslocamento durante a crise de tontura, com a avaliação completa feita no seu próprio quarto, com tempo suficiente para conhecer o ambiente em que você vive e adaptar o programa à sua realidade física. Envolvo o cuidador desde a primeira sessão sempre que necessário.
Para quem mora mais distante, ou para pacientes que preferem maior flexibilidade de horário, a telerreabilitação estruturada por videochamada cobre boa parte das demandas com a mesma qualidade clínica. Avaliação inicial detalhada de uma hora, programa personalizado por diagnóstico, sessões semanais de acompanhamento, prática diária em casa, suporte por mensagem entre as sessões. Conheça o programa completo de telerreabilitação vestibular para entender como funciona na prática.
Um padrão que vejo toda semana
Mulher na faixa dos quarenta a sessenta anos, com tontura há mais de um trimestre, que já passou por dois ou três especialistas diferentes. Audiometria normal, ressonância normal, exames de sangue normais. Frequentemente em uso de antidepressivo ou ansiolítico prescrito por sintomas associados — ansiedade que é, na maior parte das vezes, secundária ao próprio quadro de tontura crônica. Na avaliação vestibular cuidadosa, encontro achados compatíveis com PPPD — uma reorganização vestibular desadaptativa após evento agudo prévio. O programa estruturado de dessensibilização visual progressiva recupera a maior parte desses casos em três a seis meses. A chave é o reconhecimento do diagnóstico — sem isso, o paciente permanece em tratamento sintomático ineficaz.
Bola Suíça Vollo 75cm
Gym ball antiestouro para treino integrado de equilíbrio, postura e fortalecimento de core.
Material antiestouro com resistência até trezentos quilos
Vertigem não é doença única; é sintoma de causas diferentes, cada uma com tratamento próprio. Antivertiginosos genéricos mascaram sintomas mas raramente tratam a causa — em VPPB, por exemplo, a Manobra de Epley resolve mecanicamente enquanto o medicamento apenas atenua a sensação.
Vertigem pode ser sinal de AVC?
Em casos raros sim, especialmente quando há sinais neurológicos focais associados. O protocolo HINTS, feito por profissional treinado, diferencia causa central de periférica com sensibilidade superior à tomografia nas primeiras vinte e quatro horas. Qualquer sinal neurológico focal exige avaliação de emergência.
Quanto tempo demora para melhorar?
Depende totalmente do diagnóstico. VPPB: primeira sessão. Labirintite ou neurite: quatro a oito semanas com tratamento adequado. PPPD: doze a vinte e quatro semanas. Adesão diária ao programa domiciliar é o principal preditor de desfecho favorável.
Vertigem ao virar a cabeça é sempre VPPB?
Quase sempre — em mais de oitenta por cento dos casos com gatilho posicional claro. Raramente pode ser canal lateral ou apresentação atípica. O Teste de Dix-Hallpike confirma o diagnóstico em poucos minutos.
Posso fazer exercícios físicos com vertigem crônica?
Em geral sim, e com benefício documentado. As exceções: na fase aguda de uma crise, repouso relativo por quarenta e oito horas; em casos de PPPD, o programa estruturado de dessensibilização substitui o exercício genérico.
Lavitan A-Z Original 60 Comprimidos
Multivitamínico com vitamina D e B12 — cofatores para neuroplasticidade central e prevenção de recidiva de VPPB.
Vitamina D reduz recidiva de VPPB em vinte e quatro por cento (Jeong, 2020)
Vitamina B12 cofator da neuroplasticidade central
Mais de cem mil unidades vendidas no Mercado Livre
Se o quadro persiste e o tratamento atual não está produzindo resultado satisfatório, vale uma avaliação especializada. WhatsApp: (21) 99206-8007. Dr. Moacir Rodolfo Muruci (CREFITO 16513-F) — reabilitação vestibular presencial domiciliar para o Rio metropolitano e telerreabilitação estruturada para qualquer cidade brasileira.