Telerreabilitação para VPPB — Orientação e Tratamento à Distância

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VPPB e telerreabilitação: o que a modalidade remota faz (e o que não faz)
A VPPB é a causa mais comum de vertigem, provocada por cristais deslocados no labirinto. O tratamento padrão-ouro é a Manobra de Epley, presencial. Preciso ser transparente: à distância, a manobra ideal não substitui o toque do fisioterapeuta. Mas o papel da telerreabilitação na VPPB é real e valioso — triagem dos sintomas, orientação de manobras de auto-tratamento quando indicadas, educação sobre sinais de alerta e acompanhamento entre sessões.
Quando a telerreabilitação para VPPB é indicada
- Pacientes em cidades sem especialista em reabilitação vestibular.
- Acompanhamento após manobra presencial já realizada.
- Casos recidivantes, com diagnóstico já estabelecido.
- Triagem inicial para decidir se vale buscar atendimento presencial.
Como funciona a consulta remota
Por videochamada, avalio seu histórico, observo sintomas durante manobras posicionais simples que você executa com minha orientação em tempo real, e desenho um plano. Acompanho a evolução nas sessões seguintes.
Quando o presencial é indispensável
Se a triagem indicar canal complexo ou sinais neurológicos, oriento a busca por atendimento presencial — e ajudo a encontrar o caminho.
📚 Leia Também
- Telerreabilitação Vestibular: como funciona
- VPPB: o que é, sintomas e tratamento
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Dr. Moacir Rodolfo Muruci · Fisioterapeuta · CREFITO 16.513-F · Especialista em Reabilitação Vestibular · 30 anos de experiência
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O que é a VPPB e por que ela causa vertigem
A Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é a causa mais comum de vertigem de origem periférica. Ela ocorre quando pequenos cristais de carbonato de cálcio (otólitos), que normalmente ficam no utrículo, se deslocam para um dos canais semicirculares do labirinto. Quando a cabeça muda de posição — ao deitar, virar na cama ou olhar para cima — esses cristais movem o líquido do canal e enviam ao cérebro uma falsa informação de movimento, gerando a vertigem rotatória intensa e de curta duração característica da VPPB.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico é clínico e baseado em manobras posicionais. A mais utilizada é a manobra de Dix-Hallpike, que provoca, de forma controlada, a vertigem e o nistagmo que confirmam qual canal está acometido. A avaliação domiciliar permite identificar o lado afetado e planejar o tratamento correto.
Tratamento: a manobra de Epley
O tratamento de escolha para a VPPB do canal posterior é a manobra de reposicionamento de Epley, que reconduz os cristais de volta ao utrículo. A maioria dos pacientes melhora em uma a três sessões, sem medicação e com alta taxa de sucesso quando executada por fisioterapeuta especializado.
Por que o atendimento domiciliar faz diferença
Realizar a manobra em casa evita o deslocamento do paciente em crise de vertigem, momento em que andar ou dirigir é arriscado, com segurança especialmente importante para idosos.
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