Andador ou Bengala? Como Escolher e Ajustar Corretamente


Andador ou bengala: qual é o certo?
Escolher o dispositivo de apoio errado é mais comum — e mais perigoso — do que parece. Uma bengala em quem precisaria de andador aumenta o risco de queda; um andador em quem só precisava de bengala atrapalha a recuperação da marcha. Como fisioterapeuta, avalio caso a caso, mas este guia ajuda a entender os critérios.
Quando indicar a bengala
A bengala é indicada para instabilidade leve e geralmente unilateral — quem tem um lado mais fraco mas mantém bom equilíbrio de tronco. Modelos de 4 pontos (quadripé) oferecem mais estabilidade que a bengala simples, sendo úteis no início da reabilitação de um AVC leve, por exemplo. A bengala é segurada na mão oposta ao lado afetado.
Quando indicar o andador
O andador é para quem precisa de mais apoio e segurança: fraqueza importante, déficit de equilíbrio, pós-operatório de grande porte, idosos frágeis. O andador fixo dá apoio máximo; o de rodas com assento e freio é útil em quem caminha distâncias maiores e precisa descansar — comum no Parkinson.
Como ajustar a altura (o erro mais comum)
A altura errada é o erro nº 1. Com a pessoa em pé, braços relaxados, a empunhadura do dispositivo deve ficar na altura do punho/pulso, permitindo o cotovelo levemente flexionado (cerca de 15-30°). Alto demais força o ombro; baixo demais curva a coluna e desequilibra. O ajuste correto é parte da avaliação.
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Dr. Moacir Rodolfo Muruci · Fisioterapeuta · CREFITO 16.513-F · 30 anos de experiência
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