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A vertigem é um dos sintomas que mais assustam — e um dos que mais confundem o caminho até o diagnóstico correto. Em RJ, atendo pacientes que receberam três, quatro diagnósticos diferentes para o mesmo quadro: labirintite, ansiedade, problema cervical, "alguma coisa no ouvido". O problema raramente é falta de exames. Em geral, ressonância está normal, audiometria está normal, sangue está normal. O que falta é a avaliação clínica vestibular específica — feita com manobras posicionais e testes oculomotores que não estão em laboratório nenhum.
Vertigem rotatória é sintoma de várias condições distintas. VPPB. Labirintite. Neurite vestibular. Doença de Ménière. Enxaqueca vestibular. PPPD. Cada uma tem perfil próprio e tratamento específico. Tratar tudo como se fosse a mesma coisa é o que explica boa parte dos quadros crônicos que vejo no consultório. Esta página vai ajudar a separar, com base em trinta anos de prática clínica especializada. Sou Dr. Moacir Rodolfo Muruci, CREFITO 16513-F, fisioterapeuta dedicado integralmente à reabilitação vestibular.
Vertigem é a sensação específica de movimento — geralmente rotatório — quando você ou o ambiente estão parados. É diferente de tontura inespecífica ("cabeça leve"), de pré-síncope (sensação de desmaio iminente) ou de desequilíbrio puro (instabilidade ao caminhar sem rotação). Quando o paciente descreve "o quarto gira" ou "eu giro sem parar", isso é vertigem propriamente dita em termos clínicos.
As causas mais comuns são vestibulares periféricas: VPPB (trinta a cinquenta por cento dos casos em consultório vestibular), labirintite, neurite vestibular, doença de Ménière, vertigem migranosa, PPPD. Em uma minoria, é vertigem central — por causa neurológica, exigindo avaliação de emergência. Cada uma dessas condições tem protocolo específico de tratamento. Reabilitação vestibular trata a maior parte dos casos periféricos, com evidência forte na revisão Cochrane.
Vertigem tem dezenas de causas possíveis, mas algumas são responsáveis pela grande maioria dos casos em consultório vestibular. VPPB lidera, com trinta a cinquenta por cento dos atendimentos. Em seguida vêm labirintite e neurite vestibular (geralmente pós-virais), doença de Ménière (com plenitude aural, zumbido e perda auditiva flutuante), vertigem migranosa (em pacientes com histórico de enxaqueca), PPPD (tontura crônica pós-evento agudo) e presbivestibulo em idosos.
Em minoria pequena mas importante, há vertigem central — por AVC de fossa posterior, esclerose múltipla com lesão em tronco, tumor de fossa posterior. Esses casos exigem avaliação de emergência ou encaminhamento neurológico. O protocolo HINTS executado por profissional treinado diferencia, com alta acurácia, causa central de periférica nas primeiras vinte e quatro horas — superior à tomografia computadorizada nessa janela específica.
Em RJ, faço sempre o paciente descrever a vertigem em palavras dele, sem usar termos médicos. "Sinto o quarto rodar." "Acho que vou cair sem cair de verdade." "A cabeça fica leve e a vista escurece um pouco." Cada descrição aponta para um caminho diagnóstico diferente. Vertigem rotatória pura — "tudo gira" — sugere causa periférica em mais de noventa por cento dos casos. Sensação de queda iminente sem rotação sugere causa central ou pré-síncope cardiovascular.
Cabeça leve com escurecimento da vista ao levantar sugere causa pressórica — hipotensão ortostática. Sensação de cabeça flutuando o dia inteiro, com piora em telas e supermercados, sugere PPPD. O exame físico vestibular confirma ou refuta cada hipótese clínica, com nível alto de acurácia quando feito por profissional treinado em reabilitação vestibular.

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Vertigem não é doença única; é sintoma de causas diferentes, cada uma com tratamento próprio. Antivertiginosos genéricos mascaram sintomas mas raramente tratam a causa — em VPPB, por exemplo, a Manobra de Epley resolve mecanicamente enquanto o medicamento apenas atenua a sensação.
Em casos raros sim, especialmente quando há sinais neurológicos focais associados. O protocolo HINTS, feito por profissional treinado, diferencia causa central de periférica com sensibilidade superior à tomografia nas primeiras vinte e quatro horas. Qualquer sinal neurológico focal exige avaliação de emergência.
Depende totalmente do diagnóstico. VPPB: primeira sessão. Labirintite ou neurite: quatro a oito semanas com tratamento adequado. PPPD: doze a vinte e quatro semanas. Adesão diária ao programa domiciliar é o principal preditor de desfecho favorável.
Quase sempre — em mais de oitenta por cento dos casos com gatilho posicional claro. Raramente pode ser canal lateral ou apresentação atípica. O Teste de Dix-Hallpike confirma o diagnóstico em poucos minutos.
Em geral sim, e com benefício documentado. As exceções: na fase aguda de uma crise, repouso relativo por quarenta e oito horas; em casos de PPPD, o programa estruturado de dessensibilização substitui o exercício genérico.

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O caminho mais curto entre o sintoma e o tratamento certo costuma ser a avaliação especializada por profissional treinado na especialidade. WhatsApp: (21) 99206-8007. Dr. Moacir Rodolfo Muruci (CREFITO 16513-F), fisioterapeuta dedicado integralmente à reabilitação vestibular, com formato presencial domiciliar no Rio metropolitano e programa estruturado de telerreabilitação para todo o Brasil.
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