
Balance Cushion 33cm
Disco proprioceptivo usado no programa de dessensibilização e reequilíbrio sensorial do PPPD.
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Por Dr. Moacir Rodolfo Muruci — Fisioterapeuta especialista exclusivo em Reabilitação Vestibular, CREFITO 16513-F, com trinta anos de prática dedicada integralmente a essa especialidade. Atendimento presencial domiciliar no Rio de Janeiro e telerreabilitação estruturada para todo o Brasil. WhatsApp: (21) 99206-8007.

Se você sente tontura há meses, fez todos os exames e eles vieram normais, e mesmo assim a sensação de instabilidade não passa — especialmente quando você está em pé, andando, ou em lugares cheios como supermercados e shoppings —, há uma explicação que poucos profissionais conhecem bem: PPPD, a Tontura Postural-Perceptual Persistente. É a causa mais comum de tontura crônica em adultos, e uma das mais subdiagnosticadas no Brasil.
Atendo pacientes com esse quadro toda semana. Quase todos chegam com a mesma frustração: passaram por vários médicos, fizeram ressonância, tomografia, audiometria, exames de sangue — tudo normal — e saíram de cada consulta com a sensação de que "não tinham nada" ou de que era "psicológico". Não é. O PPPD é um distúrbio funcional real, com critérios diagnósticos formais, e tem tratamento eficaz. Sou Dr. Moacir Rodolfo Muruci, CREFITO 16513-F, e neste guia explico em detalhe o que é o PPPD, por que ele acontece, como reconhecê-lo e qual é o caminho de tratamento que realmente funciona.
PPPD é a sigla em inglês para Persistent Postural-Perceptual Dizziness — em português, Tontura Postural-Perceptual Persistente. O termo foi formalizado pela Bárány Society (a sociedade internacional de neurootologia) em 2017, unificando diagnósticos antigos como "vertigem postural fóbica", "tontura subjetiva crônica" e "vertigem psicogênica". Não é um diagnóstico de exclusão vago — tem critérios próprios e positivos.
Na prática, o PPPD é uma tontura crônica, presente na maior parte dos dias por três meses ou mais, com três características centrais: é uma sensação de instabilidade, desequilíbrio ou flutuação não rotatória (diferente da vertigem giratória do VPPB ou da labirintite); piora ao ficar em pé e ao se movimentar; e piora diante de estímulos visuais complexos — telas, padrões, multidões, prateleiras de supermercado, trânsito, rolagem de redes sociais. Entender a reabilitação vestibular como especialidade é o primeiro passo para entender por que o PPPD responde tão bem a ela.
O PPPD quase sempre começa depois de um evento que abala o sistema de equilíbrio. Na maioria dos casos, há um gatilho identificável: uma labirintite ou neurite vestibular, uma crise de VPPB, uma enxaqueca vestibular, um trauma craniano leve, ou mesmo uma crise intensa de ansiedade ou pânico. O evento inicial passa — a inflamação cura, os cristais se reposicionam —, mas a tontura permanece. Por quê?
A explicação atual é elegante: após o susto inicial, o cérebro entra em um modo de hipervigilância ao equilíbrio. Ele passa a monitorar a postura e o movimento com uma atenção excessiva e a depender demais da informação visual, em vez de confiar no sistema vestibular já recuperado. É como um alarme que continua tocando depois que o perigo passou. Essa readaptação desadaptativa — uma espécie de "trava" no controle postural — é o que mantém a tontura. Por isso o PPPD persiste mesmo com o ouvido interno funcionando normalmente, e por isso os exames de imagem são normais: o problema é de processamento, não de estrutura.
Fatores que aumentam o risco de desenvolver PPPD após um evento vestibular agudo incluem traços de ansiedade prévia, personalidade mais atenta a sensações corporais, e — um ponto crucial — a falta de reabilitação vestibular precoce e adequada após o evento inicial. Quando a labirintite ou a neurite são tratadas apenas com repouso e antivertiginosos, sem fisioterapia vestibular, o risco de cronificar para PPPD aumenta significativamente.
O PPPD tem uma assinatura clínica que, uma vez conhecida, é reconhecível. Os sintomas centrais são: sensação de desequilíbrio, instabilidade ou "cabeça flutuando", presente na maior parte do dia; piora quando você fica em pé ou anda, e melhora quando se deita; e piora intensa em ambientes visualmente carregados — supermercados, shoppings, grandes lojas, trânsito intenso, multidões, rolagem rápida de tela no celular, filmes com câmera tremida.
Outros sinais frequentes que descrevo a partir do que ouço no consultório: a tontura é flutuante — tem dias melhores e piores, e oscila ao longo do mesmo dia; piora com fadiga, estresse e privação de sono; vem frequentemente acompanhada de ansiedade secundária (o medo da própria tontura) e de cansaço mental pela vigilância constante; e — característica importante — não há vertigem rotatória verdadeira nem sintomas auditivos (sem zumbido novo, sem perda de audição). Se há rotação franca ou sintoma auditivo, é preciso reinvestigar, porque pode ser outro quadro associado, como um VPPB sobreposto.
Um detalhe que tranquiliza muitos pacientes: no PPPD, raramente há quedas reais. A pessoa sente que vai cair, mas não cai. Essa diferença entre a sensação de instabilidade e a instabilidade objetiva é, em si, uma pista diagnóstica.

Disco proprioceptivo usado no programa de dessensibilização e reequilíbrio sensorial do PPPD.
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A primeira sessão é dedicada à avaliação completa: confirmo os critérios diagnósticos, faço o exame vestibular para descartar quadros sobrepostos (especialmente VPPB), e mapeio quais estímulos e situações mais provocam a sua tontura — porque é a partir desse mapa que o programa de dessensibilização é desenhado, individualmente. Não existe protocolo único para todos: a progressão é calibrada para o seu ponto de partida.
A partir daí, o programa avança em etapas, ao longo de doze a vinte e quatro semanas, com sessões de acompanhamento e — fundamental — prática diária em casa. Começamos com exercícios oculomotores e de equilíbrio de baixa intensidade, e progredimos gradualmente para a reexposição aos ambientes que você passou a evitar, sempre num ritmo tolerável. A melhora é progressiva e tem oscilações normais; o que mais determina o resultado final é a constância da prática diária. Acompanho cada etapa de perto, com suporte entre as sessões para sustentar a adesão.
Atendo presencialmente em domicílio no Rio de Janeiro e, para pacientes de outras cidades, ofereço o programa por telerreabilitação vestibular — modalidade que funciona especialmente bem no PPPD, já que o tratamento se baseia em exercícios praticados em casa com acompanhamento estruturado.
Os critérios diagnósticos do PPPD foram formalizados pelo Comitê de Classificação da Bárány Society e publicados no Journal of Vestibular Research em 2017, consolidando décadas de observação clínica em uma definição operacional. Para o tratamento, há evidência consistente de que a reabilitação vestibular reduz os sintomas — a revisão Cochrane de Hillier e McDonnell (2016), com trinta e nove ensaios e dois mil quatrocentos e quarenta e um participantes, embora abranja disfunções vestibulares periféricas em geral, sustenta a base da abordagem.
Estudos específicos sobre PPPD acrescentam que a combinação de reabilitação vestibular, terapia cognitivo-comportamental e ISRS produz os melhores desfechos, com taxas expressivas de melhora funcional na maioria dos pacientes que aderem ao programa.
"Se os exames deram normais, não tenho nada." Mito — e dos mais prejudiciais. O PPPD é funcional: não aparece em imagem, mas é real e tratável. "Tontura crônica é psicológico." Mito parcial — há um componente de processamento cerebral, mas não é "frescura" nem está "só na cabeça" no sentido de não ser real; é um distúrbio neurofuncional com critérios próprios. "Não tem mais o que fazer." Mito — a maioria melhora com o programa correto. "Tenho que evitar os lugares que me dão tontura." Mito perigoso — a evitação alimenta o PPPD; o tratamento é justamente a reexposição gradual e controlada. "Antivertiginoso resolve." Mito — no PPPD, ele costuma atrapalhar, porque suprime o sistema que precisa ser reativado.
Ofereço duas modalidades para o tratamento do PPPD. O atendimento presencial domiciliar, na região metropolitana do Rio de Janeiro, permite avaliar o ambiente em que você vive e calibrar a dessensibilização à sua realidade. A telerreabilitação estruturada por videochamada, para qualquer cidade do Brasil, é particularmente eficaz no PPPD, porque o tratamento se baseia em exercícios praticados no seu próprio ambiente, com acompanhamento semanal. A modalidade remota é regulamentada pelo COFFITO (Resolução 516/2020 e atualizações). Conheça o programa completo de telerreabilitação vestibular.

Vitamina D e B12 são cofatores da neuroplasticidade central — base da recuperação no PPPD.
PPPD (Persistent Postural-Perceptual Dizziness, ou Tontura Postural-Perceptual Persistente) é uma tontura crônica que dura três meses ou mais, geralmente desencadeada por um evento vestibular agudo prévio — como labirintite, VPPB, neurite ou até uma crise de ansiedade intensa. Caracteriza-se por sensação de instabilidade ou flutuação não rotatória, que piora ao ficar em pé, ao se mover e em ambientes visualmente complexos.
Sim, a maioria dos pacientes melhora significativamente com tratamento adequado. O PPPD responde bem a um programa estruturado de reabilitação vestibular com dessensibilização visual progressiva, conduzido ao longo de doze a vinte e quatro semanas. Em casos selecionados, a combinação com manejo da ansiedade e, quando indicado pelo médico, medicação serotoninérgica, melhora ainda mais os resultados.
No PPPD, os exames de imagem (ressonância, tomografia) e a audiometria costumam ser normais — porque o problema não é estrutural, e sim funcional: o cérebro 'travou' em um modo de hipervigilância ao equilíbrio após o evento inicial. Exames normais não significam ausência de doença; significam que a causa é funcional e exige avaliação vestibular específica.
A labirintite é um quadro agudo, inflamatório, com vertigem rotatória intensa e sintomas auditivos (zumbido, perda de audição), que dura dias. O PPPD é crônico, persiste por meses, é uma sensação de instabilidade ou flutuação (não rotação), sem sintomas auditivos, e piora em ambientes visualmente complexos como supermercados e telas. Muitas vezes o PPPD começa depois de uma labirintite mal recuperada.
Os ISRS (inibidores seletivos de recaptação de serotonina), prescritos por médico, têm evidência de benefício no PPPD — mas funcionam melhor combinados com a reabilitação vestibular, não isoladamente. O pilar do tratamento é o programa de dessensibilização vestibular; a medicação é um apoio em casos selecionados, especialmente quando há forte componente de ansiedade associada.
Em geral, de doze a vinte e quatro semanas de programa estruturado, com sessões semanais e prática diária em casa. A melhora costuma ser progressiva, com oscilações normais ao longo do caminho. O fator que mais determina o resultado é a adesão à prática diária dos exercícios de dessensibilização.
Sim. O PPPD é um dos quadros que melhor respondem à telerreabilitação, porque o tratamento se baseia em exercícios de dessensibilização visual e postural que o paciente pratica em casa, com acompanhamento estruturado por videochamada. A modalidade é regulamentada pelo COFFITO e permite acesso ao tratamento correto de qualquer cidade do Brasil.
Se você convive com tontura crônica há meses, com exames normais e sem diagnóstico claro, vale uma avaliação especializada — o PPPD é tratável, e o diagnóstico funcional preciso é o primeiro passo. Entre em contato pelo WhatsApp: (21) 99206-8007. Dr. Moacir Rodolfo Muruci, CREFITO 16513-F, fisioterapeuta especialista exclusivo em reabilitação vestibular há trinta anos, com atendimento presencial domiciliar no Rio de Janeiro e telerreabilitação para todo o Brasil.
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Dr. Moacir Rodolfo Muruci · Fisioterapeuta · CREFITO 16.513-F · 30 anos de experiência
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