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O termo "tontura" engloba pelo menos cinco quadros clínicos diferentes — cada um com diagnóstico e tratamento próprios. VPPB. PPPD. Presbivestibulo. Hipotensão ortostática. Tontura cervicogênica. Tratar tudo como se fosse a mesma doença, em geral "labirintite", explica boa parte dos casos crônicos que vejo no consultório em Maracanã. Cada uma dessas condições tem perfil temporal e gatilhos próprios — e responde a protocolos terapêuticos distintos.
Por Dr. Moacir Rodolfo Muruci — Fisioterapeuta especialista exclusivo em Reabilitação Vestibular, CREFITO 16513-F, com trinta anos de prática dedicada integralmente a essa especialidade. Atendimento presencial domiciliar no Rio de Janeiro metropolitano e telerreabilitação estruturada para todo o Brasil. WhatsApp: (21) 99206-8007.
O caminho mais curto para resolver tontura crônica não é trocar mais uma vez de medicamento. É a avaliação funcional especializada, que separa o que é cada coisa. Em geral, em uma consulta de uma hora consigo decompor o sintoma do paciente em categoria clínica específica e desenhar o programa de tratamento. A partir daí, o resto vira execução do programa — feito presencialmente ou por telerreabilitação estruturada.
Em medicina, tontura e vertigem não são sinônimos — embora no uso popular brasileiro virem quase a mesma palavra. Vertigem é a sensação específica de rotação. Tontura é mais ampla: inclui sensação de cabeça oca, flutuação, instabilidade, pré-síncope. Confundir os dois leva a tratamento errado.
Vertigem rotatória breve ao mudar de posição da cabeça é VPPB e responde à Manobra de Epley, geralmente em uma única sessão. Tontura crônica difusa, persistente o dia inteiro, com piora em telas e ambientes visualmente complexos, costuma ser PPPD ou presbivestibulo — quadros que têm protocolos próprios e respondem à reabilitação vestibular estruturada. Reconhecer a categoria certa é o primeiro passo do tratamento. Sem isso, o resto é tentativa-erro.
Tontura aguda costuma ter causa clara — uma virose, um trauma, uma crise vestibular específica. Tontura crônica é mais complexa: frequentemente há combinação de fatores, e o que iniciou o quadro não é necessariamente o que o mantém. Um paciente em LOC com tontura crônica há um ano pode ter começado com labirintite viral aguda (causa inicial), mas a persistência do sintoma vem de PPPD (reorganização desadaptativa do sistema vestibular após o evento agudo).
Tratar apenas a causa inicial — antibiótico para a virose que já passou — não resolve o sintoma atual. O que resolve é o protocolo específico para PPPD: programa estruturado de dessensibilização vestibular durante doze a vinte e quatro semanas. Reconhecer essa diferença entre causa inicial e causa de manutenção é decisivo para o sucesso do tratamento crônico.
Tontura é mais ampla que vertigem rotatória. As categorias clínicas principais são: vertigem (sensação de rotação real do ambiente); pré-síncope (sensação de desmaio iminente, geralmente indica causa cardiovascular ou pressórica); desequilíbrio (instabilidade postural ao caminhar sem rotação, comum no idoso); e tontura inespecífica (cabeça leve, flutuação, sensação de "fora do corpo", mais ligada a PPPD ou ansiedade).
Cada categoria aponta para investigação e tratamento diferentes. Em Maracanã, frequentemente vejo pacientes etiquetados como "labirintite crônica" quando o quadro é, na verdade, PPPD pós-viral (uma reorganização vestibular desadaptativa após evento agudo) ou tontura cervicogênica (relacionada a tensão cervical e postura). O tratamento da PPPD é programa estruturado de dessensibilização vestibular, não medicação antivertiginosa.

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Sim. Mesmo após meses ou anos de sintoma, o diagnóstico funcional correto muda o desfecho na maior parte dos casos. VPPB silencioso resolve em uma sessão de manobra. PPPD responde a programa específico de dessensibilização em doze a vinte e quatro semanas. Compensação incompleta pós-labirintite melhora com fisioterapia vestibular específica. O obstáculo principal não é a cronicidade do quadro — é a ausência de diagnóstico funcional preciso.
Não — e raramente é. VPPB responde por trinta a cinquenta por cento dos casos. PPPD é frequente em tontura crônica. Hipotensão ortostática aparece em parcela importante dos idosos. Antes de tratar, o diagnóstico diferencial é essencial. A confusão entre os quadros explica boa parte dos casos crônicos que vejo no consultório após meses de tratamento ineficaz.
Em alguns casos de PPPD com componente ansioso secundário, sim — geralmente em combinação com fisioterapia vestibular específica, não isoladamente. Antidepressivos sozinhos sem programa de reabilitação dificilmente resolvem PPPD. O tratamento com melhor evidência para PPPD é o programa estruturado de dessensibilização vestibular, com ou sem suporte psicofarmacológico conforme o caso.
PPPD significa Persistent Postural-Perceptual Dizziness — em português, tontura postural perceptiva persistente. É tontura crônica posicional e visual, geralmente desencadeada por evento vestibular agudo prévio (labirintite, neurite, VPPB mal tratado, ou virose viral). Piora em ambientes visualmente complexos como shoppings, supermercados e telas. Foi definida pela Bárány Society em 2017 e responde bem à reabilitação vestibular especializada.
Depende do diagnóstico. PPPD: doze a vinte e quatro semanas. Presbivestibulo: programa contínuo com fase intensiva de três a seis meses. Compensação pós-vestibular: oito a doze semanas. A adesão ao programa domiciliar diário é o principal preditor de desfecho — sessão semanal sem prática diária funciona pouco.

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A reabilitação vestibular ainda é uma especialidade rara no Brasil. Muitos profissionais tratam tontura e vertigem de forma genérica, sem o treinamento específico em manobras de reposicionamento, exame oculomotor e protocolos de habituação que essas condições exigem. A diferença no resultado é concreta: um VPPB mal diagnosticado vira meses de antivertiginoso sem efeito; um VPPB corretamente identificado resolve com uma manobra de poucos minutos.
Dedico minha prática integralmente à reabilitação vestibular há trinta anos. Quando você é atendido em Maracanã, está diante de alguém que vê esses quadros todos os dias — que reconhece o nistagmo característico de cada canal afetado, que distingue uma neurite de uma labirintite pela ausência ou presença de sintoma auditivo, que sabe quando a vertigem exige encaminhamento de emergência e quando resolve no próprio domicílio. O registro CREFITO 16513-F é a garantia formal dessa habilitação profissional.
Essa especialização exclusiva também muda a forma como conduzo o acompanhamento. Não entrego um protocolo padronizado igual para todos — desenho o programa conforme o seu diagnóstico funcional específico, ajusto conforme a sua resposta ao longo das semanas, e mantenho contato entre as sessões para apoiar a adesão aos exercícios, que é o fator que mais determina o resultado final. Para casos em que o atendimento presencial não é a melhor opção, ofereço a telerreabilitação estruturada, regulamentada pelo COFFITO, com a mesma qualidade clínica.
Escolher um especialista exclusivo não é detalhe — é a diferença entre tratar o sintoma e resolver a causa. É esse o compromisso que assumo com cada paciente, do diagnóstico preciso na primeira sessão até a alta com retorno pleno às suas atividades.
Para conversar sobre o seu caso e desenhar o programa adequado ao seu diagnóstico, entre em contato pelo WhatsApp: (21) 99206-8007. Dr. Moacir Rodolfo Muruci, fisioterapeuta especialista exclusivo em reabilitação vestibular, com trinta anos de prática dedicada integralmente a essa especialidade.
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