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Tem um padrão de chegada ao consultório que se repete. O paciente chega com pasta cheia de exames. Ressonância normal. Audiometria normal. Sangue normal. Mesmo assim a vertigem persiste. Não é simulação. É que vertigem é, na maior parte das vezes, diagnóstico clínico — feito por testes posicionais, exame oculomotor e protocolo HINTS, não por exame de imagem. E essa avaliação especializada não está em laboratório.
Por Dr. Moacir Rodolfo Muruci — Fisioterapeuta especialista exclusivo em Reabilitação Vestibular, CREFITO 16513-F, com trinta anos de prática dedicada integralmente a essa especialidade. Atendimento presencial domiciliar no Rio de Janeiro metropolitano e telerreabilitação estruturada para todo o Brasil. WhatsApp: (21) 99206-8007.
Em RJ, atendo regularmente pacientes que passaram por esse percurso. Uma vez que o diagnóstico funcional é estabelecido — e isso costuma ser possível na primeira sessão — o protocolo de tratamento se torna direto. Em VPPB, é a Manobra de Epley. Em labirintite/neurite, é o corticoide nas primeiras setenta e duas horas (com médico) seguido de fisioterapia precoce. Em PPPD, é um programa estruturado de dessensibilização vestibular. Cada caminho leva à melhora; o erro mais comum é misturar tudo.
Vertigem é sintoma, não diagnóstico. Definir o que está acontecendo exige olhar três variáveis com atenção. Como começa: súbita ou gradual? Quanto dura: segundos, minutos, horas, contínua? O que provoca: mudar de posição da cabeça, ambiente visual complexo, esforço físico, espontânea sem gatilho? A combinação dessas três informações aponta, na maioria dos casos, para o diagnóstico provável já antes do exame físico.
O passo seguinte é o exame físico vestibular específico: testes posicionais como o Dix-Hallpike e o Roll Test, exame oculomotor (perseguição lenta, sacadas, nistagmo), protocolo HINTS (head impulse, nistagmo de direção mutável, teste de skew). Sem esse exame, o tratamento de vertigem vira tentativa-erro com medicação. Para o paciente em LOC que busca clareza diagnóstica, esse é o caminho que recomendo.
Vertigem tem dezenas de causas possíveis, mas algumas são responsáveis pela grande maioria dos casos em consultório vestibular. VPPB lidera, com trinta a cinquenta por cento dos atendimentos. Em seguida vêm labirintite e neurite vestibular (geralmente pós-virais), doença de Ménière (com plenitude aural, zumbido e perda auditiva flutuante), vertigem migranosa (em pacientes com histórico de enxaqueca), PPPD (tontura crônica pós-evento agudo) e presbivestibulo em idosos.
Em minoria pequena mas importante, há vertigem central — por AVC de fossa posterior, esclerose múltipla com lesão em tronco, tumor de fossa posterior (schwannoma vestibular). Esses casos exigem avaliação de emergência ou encaminhamento neurológico, dependendo do quadro. O protocolo HINTS executado por profissional treinado diferencia, com alta acurácia, causa central de periférica nas primeiras vinte e quatro horas — superior à tomografia computadorizada nessa janela.
Para conduzir bem um caso de vertigem, preciso de três informações ao iniciar a consulta. Tempo: quanto dura cada crise — segundos, minutos, horas, contínua sem alívio? Gatilho: o que provoca — mudança de posição, ambiente visual complexo, esforço físico, espontânea sem qualquer aviso? Associação: o que vem junto com a vertigem — zumbido, perda auditiva, cefaleia pulsátil, alteração visual, palpitação cardíaca, sintomas neurológicos focais?
Vertigem de segundos provocada por movimento da cabeça, sem qualquer sintoma associado, é VPPB. Vertigem contínua de dias após virose, com zumbido e perda auditiva unilateral, é labirintite. Vertigem em crises de horas com plenitude aural recorrente é Ménière. Vertigem com cefaleia pulsátil e fotofobia em paciente com histórico familiar de enxaqueca é migrânea vestibular. Vertigem aguda intensa com qualquer sinal neurológico focal é emergência — vai ao pronto-socorro.

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Vertigem não é doença única; é sintoma de causas diferentes, cada uma com tratamento próprio. Antivertiginosos genéricos (cinarizina, flunarizina, betaistina) mascaram sintomas mas raramente tratam a causa — em VPPB, por exemplo, a Manobra de Epley resolve mecanicamente enquanto o medicamento apenas atenua a sensação. Por isso o tratamento medicamentoso isolado, sem diagnóstico funcional, costuma falhar em casos crônicos.
Em casos raros sim, especialmente quando há sinais neurológicos focais associados (fraqueza facial ou em membros, alteração de fala, diplopia, cefaleia súbita intensa). O protocolo HINTS, feito por profissional treinado, diferencia causa central de periférica com sensibilidade superior à tomografia computadorizada nas primeiras vinte e quatro horas. Qualquer sinal neurológico focal exige avaliação de emergência.
Depende totalmente do diagnóstico. VPPB: primeira sessão. Labirintite/neurite: quatro a oito semanas com tratamento adequado. PPPD: doze a vinte e quatro semanas. Presbivestibulo no idoso: programa contínuo com fase intensiva de três a seis meses. Adesão diária ao programa domiciliar é o principal preditor de desfecho favorável, conforme a literatura.
Quase sempre — em mais de oitenta por cento dos casos com gatilho posicional claro. Mas raramente pode ser canal lateral ou apresentação atípica. O Teste de Dix-Hallpike confirma o diagnóstico em poucos minutos, e a manobra terapêutica correspondente costuma resolver o quadro na mesma sessão.
Em geral sim, e com benefício documentado — exercício físico moderado regular melhora função vestibular e cardiovascular. As exceções: na fase aguda de uma crise, repouso relativo por quarenta e oito horas. Em casos de PPPD, o programa estruturado de dessensibilização vestibular substitui exercício genérico — não é qualquer atividade que ajuda nesse caso específico.

Multivitamínico com vitamina D e B12 — cofatores para neuroplasticidade central e prevenção de recidiva de VPPB.
Se o quadro persiste e o tratamento atual não está produzindo resultado satisfatório, vale uma avaliação especializada. WhatsApp: (21) 99206-8007. Dr. Moacir Rodolfo Muruci — reabilitação vestibular presencial domiciliar para o Rio metropolitano e telerreabilitação estruturada para qualquer cidade brasileira, com trinta anos de experiência clínica.
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