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VPPB em São Francisco RJ — Fisioterapia Vestibular Domiciliar com Especialista

Vppb

Recebo mensagem quase toda semana de paciente em RJ há meses tomando antivertiginoso para "labirintite" sem qualquer melhora consistente. A história costuma ser a mesma: vertigem ao deitar, ao levantar, ao virar na cama, ao olhar para a prateleira de cima do mercado. Crises curtas, de segundos. Sem zumbido. Sem perda auditiva. Sem febre. Sem aviso prévio. Esse padrão tem nome — e raramente é labirintite. É VPPB, a vertigem posicional paroxística benigna.

O VPPB é a vertigem mais comum em adultos e idosos. Responde por trinta a cinquenta por cento de todos os casos de vertigem atendidos em consultório vestibular. E tem um tratamento mecânico, executado pelo fisioterapeuta especializado em alguns minutos, que resolve em geral na primeira sessão. Não é remédio. Não é exame caro. É a Manobra de Epley — com evidência científica das mais sólidas em medicina contemporânea, recomendada com grau A pelas principais diretrizes internacionais. Sou Dr. Moacir Rodolfo Muruci, CREFITO 16513-F, e trato essa condição há três décadas.

A definição clínica em termos diretos

Cada palavra da sigla VPPB conta uma parte da história. Vertigem porque há sensação de rotação real do ambiente. Posicional porque o sintoma só aparece quando a cabeça muda de posição — deitar, levantar, virar na cama, abaixar para o chão. Paroxística porque vem em crises breves, raramente passando de um minuto. Benigna porque, embora seja a vertigem que mais assusta na primeira crise, não compromete estruturas vitais nem indica doença grave.

O problema é puramente mecânico. As otocônias, microscópicos cristais que normalmente ficam fixados no utrículo, se deslocam e caem dentro de um canal semicircular. Dentro do canal, viram um corpo estranho. Cada movimento da cabeça os faz deslizar pela endolinfa, e o sistema vestibular dispara como se houvesse rotação real. Mas não há. Para uma análise técnica completa do mecanismo e dos subtipos, vale a leitura do guia detalhado sobre VPPB e Manobra de Epley.

Por que esse problema surge

O sistema vestibular foi projetado pela evolução para um ambiente em que os cristais ficavam onde deveriam ficar. Mas a vida moderna apresenta gatilhos que esse sistema não previu bem: traumatismos cranianos por acidentes ou queda em casa, longos períodos deitado por doença crônica, alterações metabólicas relacionadas à deficiência de vitamina D, mudanças hormonais da menopausa. Cada um desses fatores aumenta o risco de deslocamento das otocônias.

Existem fatores de risco que vejo na prática clínica em LOC. Idade acima de cinquenta anos. Sexo feminino (relação de duas para um). Histórico de enxaqueca vestibular. Osteoporose ou osteopenia. Diabetes mellitus. Trauma craniano prévio mesmo leve. Cirurgia odontológica recente com cabeça muito inclinada. Em pacientes com vários desses fatores, o VPPB tende a recorrer mais frequentemente — daí a importância das medidas preventivas, especialmente a correção da deficiência de vitamina D quando presente.

Como se manifesta no dia a dia

O sintoma clássico do VPPB é vertigem rotatória breve, desencadeada por mudança de posição da cabeça. Dura segundos — raramente passa de um minuto por crise. Há latência característica de cinco a quinze segundos entre o movimento e o início da crise. Os gatilhos típicos: deitar na cama, levantar, virar de lado durante o sono, abaixar para pegar algo no chão, olhar para a prateleira de cima do supermercado, lavar o cabelo no chuveiro com a cabeça inclinada para trás.

Não há zumbido. Não há plenitude no ouvido. Não há perda auditiva. Há, frequentemente, náusea — e às vezes vômito durante a crise. Em RJ, vejo pacientes que evitam virar a cabeça com medo da crise. Isso gera um quadro secundário de medo do movimento, que paradoxalmente atrasa a recuperação. O sistema vestibular precisa do estímulo controlado para se reorganizar; evitar o movimento perpetua o problema. A boa notícia: tratado com a manobra correta, costuma resolver em uma única sessão.

Perguntas frequentes

Quantas sessões geralmente resolvem o VPPB?

Em mais de setenta por cento dos casos, uma única sessão de Manobra de Epley resolve o quadro completamente, conforme a revisão Cochrane de 2019. Casos com canal lateral envolvido, otocônias muito aderidas ou VPPB bilateral podem precisar de duas ou três sessões espaçadas em sete a quinze dias. Após a manobra, o programa domiciliar de recalibração proprioceptiva costuma durar duas a quatro semanas.

VPPB pode voltar?

A taxa de recorrência varia entre quinze e trinta por cento ao ano, dependendo dos fatores de risco. Cada novo episódio é tratável com a mesma eficácia da primeira sessão. Em pacientes com deficiência confirmada de vitamina D, a suplementação reduz a recorrência em vinte e quatro por cento (Jeong, 2020, Neurology).

É seguro fazer a Manobra de Epley sem profissional treinado?

Não é seguro sem o Teste de Dix-Hallpike prévio para identificar o canal afetado. Sem essa identificação correta, há risco real de migrar as otocônias para outro canal e agravar o quadro original.

Preciso de exames de imagem para investigar VPPB?

Em geral não. O diagnóstico do VPPB é clínico, feito por testes posicionais em consultório. Exames de imagem são reservados para casos com sinais de alarme que sugerem causa central.

Quanto tempo até retornar às atividades após a manobra?

Atividades leves no mesmo dia, com restrições nas primeiras quarenta e oito a setenta e duas horas: evitar extensão cervical brusca, dormir em posição neutra com cabeça ligeiramente elevada. Após esse período, retorno gradual a todas as atividades.

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Próximos passos

Para conversar sobre o seu caso e desenhar o programa adequado ao seu diagnóstico, entre em contato pelo WhatsApp: (21) 99206-8007. Dr. Moacir Rodolfo Muruci, CREFITO 16513-F, fisioterapeuta especialista exclusivo em reabilitação vestibular, com trinta anos de prática dedicada integralmente a essa especialidade.

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