top of page

Fisioterapia Vestibular em Leme RJ para Tontura

Fisioterapia vestibular domiciliar em Leme — Dr. Moacir Rodolfo Muruci

O termo "tontura" engloba pelo menos cinco quadros clínicos diferentes — cada um com diagnóstico e tratamento próprios. VPPB. PPPD. Presbivestibulo. Hipotensão ortostática. Tontura cervicogênica. Tratar tudo como se fosse a mesma doença, em geral rotulando como "labirintite", explica boa parte dos casos crônicos que vejo no consultório em RJ. Cada uma dessas condições tem perfil temporal próprio, gatilhos específicos e responde a protocolos terapêuticos distintos.

O caminho mais curto para resolver tontura crônica não é trocar mais uma vez de medicamento. É a avaliação funcional especializada, que separa o que é cada coisa. Em geral, em uma consulta de uma hora consigo decompor o sintoma do paciente em categoria clínica específica e desenhar o programa de tratamento adequado. A partir daí, o resto vira execução do programa — feito presencialmente em domicílio ou por telerreabilitação estruturada por videochamada. Sou Dr. Moacir Rodolfo Muruci, CREFITO 16513-F, especialista exclusivo em reabilitação vestibular há trinta anos.

Não confunda tontura com vertigem

Em medicina, tontura e vertigem não são sinônimos — embora no uso popular brasileiro virem quase a mesma palavra. Vertigem é a sensação específica de rotação. Tontura é mais ampla: inclui sensação de cabeça oca, flutuação, instabilidade, pré-síncope. Confundir os dois leva a tratamento errado e prolongamento desnecessário do quadro.

Vertigem rotatória breve ao mudar de posição da cabeça é VPPB e responde à Manobra de Epley, geralmente em uma única sessão. Tontura crônica difusa, persistente o dia inteiro, com piora em telas e ambientes visualmente complexos, costuma ser PPPD ou presbivestibulo — quadros que têm protocolos próprios e respondem à reabilitação vestibular estruturada. Reconhecer a categoria certa é o primeiro passo do tratamento. Sem isso, o resto é tentativa-erro. Veja o guia de reabilitação vestibular.

Por que a tontura persiste

Tontura aguda costuma ter causa clara — uma virose, um trauma, uma crise vestibular específica. Tontura crônica é mais complexa: frequentemente há combinação de fatores, e o que iniciou o quadro não é necessariamente o que o mantém. Um paciente em LOC com tontura crônica há um ano pode ter começado com labirintite viral aguda (causa inicial), mas a persistência do sintoma vem de PPPD (reorganização desadaptativa do sistema vestibular após o evento agudo).

Tratar apenas a causa inicial — antibiótico para a virose que já passou — não resolve o sintoma atual. O que resolve é o protocolo específico para PPPD: programa estruturado de dessensibilização vestibular durante doze a vinte e quatro semanas. Reconhecer essa diferença entre causa inicial e causa de manutenção é decisivo para o sucesso do tratamento crônico, e é um dos pontos mais negligenciados na prática geral.

Como reconhecer cada tipo de tontura

Tontura é mais ampla que vertigem rotatória. As categorias clínicas principais são: vertigem (sensação de rotação real do ambiente); pré-síncope (sensação de desmaio iminente, geralmente indica causa cardiovascular ou pressórica); desequilíbrio (instabilidade postural ao caminhar sem rotação, comum no idoso); e tontura inespecífica (cabeça leve, flutuação, sensação de "fora do corpo", mais ligada a PPPD ou ansiedade).

Cada categoria aponta para investigação e tratamento diferentes. Em RJ, frequentemente vejo pacientes etiquetados como "labirintite crônica" quando o quadro é, na verdade, PPPD pós-viral (uma reorganização vestibular desadaptativa após evento agudo) ou tontura cervicogênica (relacionada a tensão cervical e postura). O tratamento da PPPD é programa estruturado de dessensibilização vestibular, não medicação antivertiginosa.

Perguntas frequentes

Tontura crônica tem tratamento eficaz?

Sim. Mesmo após meses ou anos de sintoma, o diagnóstico funcional correto muda o desfecho na maior parte dos casos. VPPB silencioso resolve em uma sessão. PPPD responde a programa específico em doze a vinte e quatro semanas. O obstáculo principal não é a cronicidade — é a ausência de diagnóstico funcional preciso.

Tontura é sempre labirintite?

Não — e raramente é. VPPB responde por trinta a cinquenta por cento dos casos. PPPD é frequente em tontura crônica. Hipotensão ortostática aparece em parcela importante dos idosos. O diagnóstico diferencial é essencial antes de tratar.

Antidepressivos resolvem tontura crônica?

Em alguns casos de PPPD com componente ansioso secundário, sim — geralmente em combinação com fisioterapia vestibular específica, não isoladamente. O tratamento com melhor evidência para PPPD é o programa estruturado de dessensibilização vestibular.

O que é PPPD?

PPPD significa Persistent Postural-Perceptual Dizziness — tontura postural perceptiva persistente. É tontura crônica posicional e visual, geralmente desencadeada por evento vestibular agudo prévio. Piora em ambientes visualmente complexos. Foi definida pela Bárány Society em 2017.

Quanto tempo de fisioterapia para tontura crônica?

Depende do diagnóstico. PPPD: doze a vinte e quatro semanas. Presbivestibulo: programa contínuo com fase intensiva de três a seis meses. A adesão ao programa domiciliar diário é o principal preditor de desfecho.

Próximos passos

Para entender qual modalidade — presencial domiciliar ou telerreabilitação por videochamada — encaixa melhor na sua situação, o contato é pelo WhatsApp (21) 99206-8007. Dr. Moacir Rodolfo Muruci, CREFITO 16513-F, especialista exclusivo em reabilitação vestibular há três décadas, com atendimento integral em todas as fases do programa.


Atendimento no mesmo bairro — Leme

Conteúdos relacionados

bottom of page